Correr reduz risco de morte independentemente da duração e velocidade

Estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”

31 julho 2014
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Correr durante poucos minutos por dia ou a baixa velocidade reduz significativamente o risco de um indivíduo morrer de doença cardiovascular, revela um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”.
 

Já há muito que se sabe que a prática de exercício físico ajuda na prevenção de doenças cardíacas e que é um componente essencial de uma vida saudável. Contudo, ainda não está claro se existe algum benefício para a saúde caso a prática seja menor que os 75 minutos semanais de intensidade moderada a vigorosa, recomendados pela Organização Mundial de Saúde.
 

Neste estudo, os investigadores Universidade Estadual de Iowa, nos EUA, contaram com a participação de 55.137 adultos com idades compreendidas entre e os 18 e os 100 anos. Os participantes foram acompanhados ao longo de 15 anos, tendo preenchido inquéritos relativos à prática de corrida.
 

Ao longo do período do estudo ocorreram 3.413 mortes, 1.217 das quais foram associados a doenças cardiovasculares. Foi ainda observado que 24% da população em causa praticava corrida.
 

O estudo apurou que, comparativamente com aqueles que não corriam, os indivíduos que corriam tinham um risco 30% menor de morte por todas as causas e um risco 45% menor de morte por enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Os corredores viviam em média mais 3 anos que os restantes participantes.
 

De acordo com os autores do estudo, a promoção da corrida é tão importante como a prevenção do tabagismo, obesidade e hipertensão. Os benefícios deste tipo de exercício são os mesmos independentemente da duração, distância, frequência ou velocidade. Os efeitos positivos foram também iguais independentemente do sexo, idade, índice de massa corporal, condições de saúde, tabagismo ou consumo de álcool.   
 

Foi especificamente observado que os participantes que correram menos de 51 minutos, menos de 10Km, menos de 10km por hora ou apenas uma ou duas vezes por semana, apresentavam um risco menor de morrerem, comparativamente com aqueles que não corriam. Os investigadores constataram ainda que os indivíduos que corriam menos de uma hora por semana tinham o mesmo benefício em termos de mortalidade, comparativamente com aqueles que corriam mais de três horas por semana.
 

Os indivíduos que persistentemente realizaram este tipo de atividade física ao longo de uma média de seis anos apresentavam um maior benefício, um risco 29% menor de morrer por qualquer causa e um risco 50% menor de morrer por doença cardíaca ou AVC.
 

“Uma vez que o tempo é uma das barreiras associadas à prática de atividade física, este estudo pode motivar mais pessoas a começarem a correr”, conclui o líder do estudo, Duck-chul Lee.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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