Correntes eléctricas aceleram cicatrização

Trabalho divulgado à New Scientist

08 março 2007
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As correntes e os campos eléctricos naturais dos tecidos desempenham um papel vital na condução do processo de cicatrização de feridas por atraírem células reparadoras às zonas afectadas, segundo um estudo publicado na revista à New Scientist.
 

 

Os autores da investigação, Josef Penninger, director científico do Institute of Molecular Biotechnology of the Austrian Academy of Sciences (IMBA), e Min Zhao, da University of Aberdeen, Reino Unido, identificaram também os genes envolvidos no processo.
 

 

Os cientistas cultivaram em laboratório camadas de células de ratinhos e tecidos maiores, como córneas. Depois de "ferirem" os tecidos, aplicaram-lhes campos eléctricos e descobriram que podiam acelerar ou suspender completamente o processo de cura conforme a orientação e força do campo.
 

 

A etapa seguinte foi descobrir os genes envolvidos no processo. Para isso, procuraram primeiro os que fazem migrar as células reparadoras, que já são conhecidos, e descobriram que o seu nível de expressão podia ser influenciado por campos eléctricos.
 

 

Centraram depois a atenção num gene em particular que prepara as células para a migração e noutro que a faz parar.
 

 

Ao neutralizarem o gene "promotor" da migração, verificaram que as feridas expostas a campos magnéticos se curavam mais devagar. O contrário passou-se quando neutralizaram o gene "bloqueador". A próxima etapa será investigar meios de manipular o fenómeno para acelerar a cura e a cicatrização de feridas.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

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