Correcção de deficiências cardíacas congénitas em Portugal
27 abril 2002
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A Unidade de Intervenção Cardiológica (UIC) do Hospital Particular do Algarve, situado no Alvor, Portimão, iniciou ontem um novo processo para corrigir deficiências cardíacas congénitas, evitando o recurso à cirurgia.
 

 

O novo processo, só realizado até agora em três unidades hospitalares, designadamente no Hospital de Santa Cruz, Carnaxide, nos Hospitais da Universidade de Coimbra e no Hospital da Cruz Vermelha, Lisboa, foi aplicado ontem em três crianças pelo cardiologista pediátrico Rui Anjos, na UIC do Hospital Particular do Algarve (HPA).
 

 

Trata-se de efectuar o encerramento de comunicação do canal arterial, entre a artéria da aorta e a artéria pulmonar, que por razões congénitas não ocorreu na fase fetal (durante a gestação), mas cuja persistência conduz ao desenvolvimento da hipertensão pulmonar, a qual, quando não tratada, pode conduzir à morte precoce, explicou o especialista.
 

 

"Sinais de deficiências cardíacas e dificuldades respiratórias, falta de ar são algumas das complicações que podem atingir os pacientes com deficiências cardíaca congénita quando não tratada, que com a idade podem melhorar, mas também surgir outro tipo de complicações mais graves", explicou o cardiologista pediátrico.
 

 

Na prática, acrescentou, trata-se de introduzir um cateter, através de uma picada na virilha, na artéria femural, o qual transporta um dispositivo, tipo de mola, denominado "Coil", que vai fazer a oclusão daquele canal arterial entre a artéria aorta e a artéria pulmonar.
 

 

A intervenção é aplicada com anestesia local, não exige um internamento prolongado (o doente sai ao fim de 24 horas), não tem o perigo de complicações posteriores e transfusões de sangue como muitas vezes é necessário nas cirúrgias, não deixa cicatriz, podendo o doente fazer a sua vida normal, garantiu o especialista.
 

 

Ontem, Rui Anjos, um dos cinco especialistas que em todo o País está habilitado para este tipo de intervenção, aplicou a nova técnica terapêutica a uma senhora de 27 anos e a três crianças residentes no Barlavento algarvio.
 

 

Cristiana Filipa Martins António, que completou 2 anos no dia 25 de Abril, foi a primeira criança a quem foi aplicada a nova técnica terapêutica, tendo três horas depois começado a comer e a brincar com a mãe, Sandra Marisa Caldeira Martins.
 

 

A segunda criança foi Andreia Filipa da Silva Alves, de 2 anos, e a terceira intervenção foi realizada em Luís Filipe Vaz, residente em Lagos e um ano feito sexta-feira, a quem foi aplicada a nova técnica para dilatação da válvula pulmonar.
 

 

Fonte: Lusa

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