Corpo humano é capaz de criar novas proteínas...

...e em maior número do que se pensava

23 maio 2004
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 Algumas células humanas podem dividir-se e misturar as proteínas para criar novas moléculas. Dessa maneira, o corpo humano é capaz de produzir uma quantidade maior de proteínas do que se acreditava até o momento, segundo um estudo recente publicado na revista científica britânica «Nature».A descoberta foi feita por uma equipa de cientistas do Instituto Nacional do Cancro de Rockville (EUA) coordenada por Ken-ichi Handa.O estudo demonstra que o número de proteínas e derivados das proteínas que os nossos 30 mil genes são capazes de produzir é muito superior ao que se supunha, destaca o especialista alemão em imunologia Hans Georg Rammensee, da Universidade de Tubinga (Alemanha).O estudo analisou células do sistema imunitário capazes de reconhecer e destruir células cancerosas, facto que pode ter consequências na preparação de vacinas para as doenças auto-imunes e na luta contra o cancro, acrescentou Rammensee.As células estudadas, os linfócitos T citotóxicos, destroem as células que indicam na sua superfície que estão infectadas por um vírus ou que estão a realizar uma actividade anormal (cancro).Neste caso específico, tratava-se de linfócitos T capazes de destruir células cancerosas do rim que manifestam a presença excessiva de uma proteína, o factor de crescimento FGF-5.A investigação descobriu que esta proteína pode ser dividida em segmentos distintos, que depois eram novamente unidos como num quebra-cabeças. Após essa etapa, as mesmas apareciam na superfície das células cancerosas, as quais os linfócitos T conseguiam detectar e em seguida iniciar o seu trabalho de combate ao cancro. «Estes procedimentos de cirurgia sobre as proteínas já tinham sido observados em organismos unicelulares», explica Hans Georg Rammensee, ressaltando que esta é a primeira vez que o processo é comprovado no homem após a produção de proteínas.As divisões e as posteriores fusões e reorganização das proteínas só tinham sido observadas no homem nas etapas prévias à produção das proteínas, quando os genes são transcritos em forma de RNA, as cópias provisórias de DNA. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI-Médicos Na Internet

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