Corpo em forma de pera ou maçã: qual é o mais saudável?

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology”

15 janeiro 2013
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Investigadores americanos põem em causa a noção de que as pessoas que têm corpo em forma de maçã, ou seja, que acumulam mais gordura em torno do abdómen, apresentam um maior risco de desenvolverem doenças cardíacas ou diabetes comparativamente com aquelas em forma de pera e que têm mais gordura nos glúteos, ancas e coxas. Na verdade o estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology” refere que os benefícios de ter um corpo em forma de pera são mais um mito do que realidade.
 

“Há muito que se considera que a gordura abdominal é prejudicial para a saúde, enquanto a gordura em torno dos glúteos protege contra a diabetes, doença cardíaca e síndrome metabólica. Contudo, o nosso estudo ajuda a dissipar o mito de que a gordura dos glúteos é inocente”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ishwarlal Jialal.
 

Neste estudo, os investigadores do UC Davis Health System, nos EUA, contaram com a participação de 45 indivíduos com síndrome metabólico precoce. Esta síndrome inclui pelo menos três dos fatores de risco para a síndrome metabólica: obesidade, hipertensão, aumento moderado dos níveis de glucose, hiperlipidémia sem doença cardiovascular associada ou diabetes. Os 30 indivíduos que integraram o grupo de controlo tinham menos de dois fatores de risco para a síndrome metabólica, com níveis de glucose e triglicerídeos normais.
 

Todos os participantes foram sujeitos à medição do perfil lipídico, glicemia, proteína C-reativa, hemograma completo e pressão arterial. O nível de quatro proteínas secretadas pelo tecido adiposo também foi avaliado no plasma e nas amostras do tecido subcutâneo dos glúteos.
 

O estudo apurou que, em comparação com os indivíduos do grupo de controlo, os indivíduos com síndrome metabólica apresentavam níveis mais elevados da proteína quemerina e níveis mais baixos de omentina-1, tanto no plasma como na gordura dos glúteos. Estas duas proteínas têm sido associadas a fatores conhecidos por aumentar o risco de doença cardíaca e diabetes. Níveis elevados de quemerina têm sido associados a pressão arterial elevada, níveis elevados de proteína C-reativa e triglicerídeos, resistência à insulina e baixos níveis de colesterol HDL. Por outro lado, baixos níveis de omentina-1 estão associados a elevados níveis de triglicerídeos e glucose e baixos níveis de colesterol HDL.
 

“Níveis elevados de quemerina estão associados com quatro das cinco características da síndrome metabólica e poderá ser considerado um promissor biomarcador desta síndrome. Por outro lado, esta proteína é também um indicador da inflamação e da resistência à insulina podendo também vir a ser incluída no painel de biomarcadores de risco de obesidade. A boa notícia é que com a perda de peso é possível reduzir os níveis desta proteína juntamente com o risco da síndrome metabólica”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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