Coroas dentárias mais baratas e resistentes

Material desenvolvido pelos investigadores da Universidade de Aveiro

15 janeiro 2013
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Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram um novo material, mais barato e resistente do que os utilizados atualmente, para o fabrico de coroas dentárias.
 

"O novo material, igualmente produzido a partir da cristalização controlada de compostos vítreos, além de abrir as portas à descida dos preços na hora de recompor os dentes, já que tem um processo de produção simplificado, bate na qualidade as coroas dentárias que os dentistas têm hoje à disposição", refere uma nota da UA, à qual a agência Lusa teve acesso.
 

"O material vitrocerâmico que desenvolvemos tem menos componentes, nomeadamente no que diz respeito aos óxidos, e resulta do tratamento térmico que apurámos", disse o responsável pelo Grupo de Processamento de Materiais Avançados do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica disse José Maria Ferreira.
 

O investigador assegura que o material vitrocerâmico desenvolvido pela academia de Aveiro "é mais barato, por ser mais simples de fabricar", e "tem um desempenho superior" ao material usado atualmente nas coroas dentárias.
 

"Testámos as composições dos materiais vitrocerâmicos que estão no mercado, processámo-las da mesma maneira que os nossos e os resultados ficaram aquém dos resultados obtidos nas nossas composições", aponta José Maria Ferreira.
 

Produzidos a partir da cristalização controlada de materiais vítreos, através de um tratamento térmico a altas temperaturas, os vitrocerâmicos à base de dissilicato de lítio estão entre os produtos mais usados em aplicações dentárias.
 

A utilização desse ingrediente deve-se à sua dureza e a elasticidade, muito semelhantes ao dente humano. "A dureza dos materiais para fabricar as coroas dentárias deve ser muito semelhante à que existe nos nossos dentes, caso contrário, se for muito mais duro, vai desgastá-los", explica o investigador, justificando o uso dentário dos vitrocerâmicos por estes terem uma dureza semelhante à dos dentes humanos.
 

"São materiais facilmente moldáveis e os cristais desenvolvem-se de uma forma alongada o que lhes confere a tenacidade que evita fraturas", acrescenta.
 

O processamento do material está no segredo do laboratório e promete, no futuro, trazer outras aplicações para além das coroas dentárias.
 
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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