Cores influenciam relógio biológico

Estudo publicado na “PLOS Biology”

21 abril 2015
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A cor da luz exerce um enorme impacto sobre a forma como o nosso relógio biológico se apercebe da altura do dia, revela um novo estudo.
 
O estudo conduzido por investigadores da Universidade de Manchester, Reino Unido, centrou-se nas alterações da luz ao amanhecer e anoitecer e na análise das cores para analisar a possibilidade de a cor poder ser utilizada para determinar a hora do dia.
 
Além das já conhecidas alterações na intensidade da luz que ocorrem na altura do nascer e por-do-sol, a equipa descobriu que durante o lusco-fusco a luz é bastante mais azul do que durante o dia.
 
Os investigadores expuseram ratinhos a diferentes estímulos visuais e registaram a atividade elétrica do relógio biológico dos roedores. Foi apurado que muitas das células eram mais sensíveis às alterações de cor, entre o azul e o amarelo, do que a alterações da claridade.
 
Seguidamente, os investigadores utilizaram medidas nas alterações do espetro de cores do céu para construírem um céu artificial que reproduzia as alterações diárias na cor e claridade.
 
Os ratinhos foram expostos ao céu artificial durante vários dias, tendo sido registada a temperatura corporal dos roedores. Sendo os ratinhos criaturas noturnas, revelaram aqueles as temperaturas mais elevadas logo a seguir ao cair da noite, quando o céu se tornava num azul mais escuro, o que indicava que o seu relógio biológico estava a funcionar na perfeição.
 
No entanto, quando se alterou apenas a claridade do céu, sem modificação na cor, os ratinhos tornaram-se mais ativos antes do anoitecer, demonstrando que o seu relógio biológico não estava consonante com o ciclo de noite e dia.
 
“Esta foi a primeira vez que conseguimos testar a teoria de que as cores afetam o relógio biológico em mamíferos. Foi sempre muito difícil separar alterações de cor de alterações de claridade, mas, com a utilização de novas ferramentas experimentais e de uma abordagem de psicofísica, fomos bem-sucedidos”, adianta Timothy Brown, da Faculdade de Ciências da Vida daquela universidade e autor principal do estudo.
 
O investigador considera ainda que os achados deste estudo podem ser aplicados a humanos, para manipular o nosso relógio biológico nos casos de jet-lag ou de pessoas que trabalham por turnos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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