Corantes e conservantes podem causar hiperactividade nas crianças

Comportamento é afectado pelas substâncias

09 maio 2005
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Aditivos como corantes e conservantes _usados em batatas fritas industrializadas, bebidas e doces _ podem causar hiperactividade e «acessos de raiva» em crianças, sugere um estudo realizado por uma organização britânica.
 

 

Investigadores da organização independente Food Commission analisaram os efeitos de cinco tipos diferentes de aditivos em 277 crianças de três anos de idade da Ilha de Wight, na Grã-Bretanha.
 

 

Baseados nas informações referidas pelos pais depois das crianças beberam um líquido que continha aditivos e os cientistas concluíram que os aditivos podem ter efeitos negativos em uma de cada quatro crianças.
 

 

Os especialistas da Fundação Britânica de Nutrição acreditam, no entanto, que os resultados não têm base científica.
 

 

Entre os aditivos usados pelos cientistas estavam os corantes tartrazina e carmim e o conservante benzoato de sódio. Os aditivos foram dados às crianças numa única bebida. Os níveis das substâncias foram semelhantes às encontradas em produtos para lanches.
 

 

Segundo os investigadores, muitos pais observaram uma mudança significativa no comportamento nas crianças.
 

 

De acordo com a Food Commission, mais de 200 tipos de alimentos e bebidas geralmente consumidos por crianças têm pelo menos um dos aditivos usados no estudo. «Quase 40 por cento do que as crianças comem e bebem contêm aditivos», afirmou à BBC uma das nutricionistas da organização, Annie Seeley.
 

 

«Os corantes são usados para fazer com que esses produtores sejam mais atractivos para as crianças e os aditivos que testamos podem ser encontrados em vários tipos de alimentos», acrescentou Seeley. Para a especialista, os resultados deste estudo proporciona uma base para se reivindicar a retirada desses aditivos dos alimentos.
 

 

A Fundação Britânica de Nutrição acredita, no entanto, não existirem provas suficientes para se pedir a remoção desses aditivos de determinados tipos de alimentos. «Os dados científicos são muito fracos. E testes desse tipo foram criticados no passado por serem mal elaborados e porque é muito difícil provar causas e associações. E também é difícil definir hiperactividade em crianças», afirmou uma porta-voz da fundação.
 

 

«Todos os aditivos passam por testes rigorosos em termos de segurança. Quando têm um número de registo, isso significa que foram aprovados para uso e que são seguros», adiantou ainda a porta-voz, sugerindo para os pais que estão preocupados escolherem alimentos que não contenham aditivos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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