Coração é alvo de campanha no Dia dos Namorados

Federação Mundial de Cardiologia lança apelos a mulheres de todo mundo

13 fevereiro 2003
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A Federação Mundial de Cardiologia preparou uma campanha internacional para estimular a prevenção de doenças cardiovasculares entre as mulheres. A campanha aproveita a proximidade do Dia dos Namorados, que amanhã se assinala, para alertar para a situação.
 

 

O número de enfartes e acidentes vasculares, principais doenças cardiovasculares, têm vindo a aumentando de forma assustadora entre o sexo feminino.
 

 

De acordo com a federação, com sede na Suíça, 8,6 milhões de mulheres morrem por ano em sequência da doença, correspondendo a 52 por cento dos casos fatais das doenças.
 

 

«Nos últimos anos, mais mulheres do que homens morrem por ano. Por isso, quisemos aproveitar o Dia dos Namorados, quando muita gente pensa no coração, para o lançamento da campanha», explicou à BBC Janet Voute, directora da federação, que tem sede em Genebra.
 

 

Segundo Voute, a campanha concentra-se em quatro aspectos: tabagismo, alimentação, sedentarismo e bem-estar mental.
 

 

«São os quatro factores de risco mais associados a essas doenças. Mas a federação insistirá mais no combate ao tabagismo. O cigarro é especialmente perigoso para as mulheres, já que elas consomem pílulas anticoncepcionais. A mistura de hormonas e tabaco é explosiva para o coração», explica a especialista.
 

 

De acordo com a organização (que reúne 167 centros em 100 países), a divulgação sobre os riscos do tabaco não tem sido feita de forma adequada, principalmente nos países em desenvolvimento. «Muitas mulheres não sabem nada sobre os riscos do fumo passivo, através do qual inalam substâncias tóxicas do cigarro quando alguém fuma em ambiente fechados. Elas também acham que se fumam pouco (até cinco cigarros por dia) não correm risco. E isso não é verdade», frisa Voute.
 

 

A campanha conta com a distribuição de panfletos e divulgação em centros de saúde, hospitais e imprensa local sobre como combater as doenças cardíacas.
 

 

O projecto ainda aborda outros riscos associados às doenças cardíacas. Em relação ao sedentarismo, por exemplo, novos estudos que serão apresentados têm como objectivo estimular a prática de exercícios físicos entre as mulheres. «Os números mostram que entre 60 a 85 por cento das mulheres não praticam actividade física de forma satisfatória, ou seja, não se exercitam pelo menos 30 minutos por dia», conta Janet Voute.
 

 

Alimentação inadequada e distúrbios mentais como ansiedade e stress também preocupam os médicos.
 

Por tudo isto, a federação recomenda, por exemplo, que as mulheres mantenham um peso satisfatório e uma circunferência de cintura inferior ou igual a 88 centímetros. Caso contrário, correm mais risco de contrair doenças cardiovasculares.
 

 

Nesta campanha, o estado emocional da mulher também é levado em conta. Um estudo recente da Federação Mundial de Cardiologia, por exemplo, mostrou que 45 por cento das pessoas que sofrem enfartes cardíacos e são atendidas nos hospitais sofrem de depressão. «O número pode ser ainda maior entre as mulheres, que têm mais propensão a distúrbios mentais como ansiedade, pânico e depressão», explica Janet Voute.
 

 

A federação recomenda a realização de psicoterapias para amenizar o problema. Mudança recomendáveis nos hábitos alimentares incluem a redução do consumo de carne vermelha e de gorduras e aumento do consumo de alimentos como peixe, frutas, verduras e produtos orgânicos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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