Controlo dos comportamentos compulsivos

Estudo publicado na “Nature Communications”

08 agosto 2013
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Um investigador português deu mais um passo no possível controlo dos comportamentos compulsivos. Os resultados do estudo, publicados na revista “Nature Communications”, poderão explicar por que motivo os humanos alternam, de forma rápida, entre ações automáticas e intencionais.
 

O estudo ao qual  a agência Lusa teve acesso foram o resultado do trabalho conjunto do neurocientista Rui Costa da Fundação Champalimaud e de Christina Gremel, do Instituto Nacional de Alcoolismo e Abuso do Álcool, nos Estados Unidos.
 

Neste estudo os investigadores inibiram em ratinhos a atividade dos neurónios do córtex orbitofrontal, área do cérebro envolvida na alternância de ações automáticas para intencionais. Os animais roedores tinham como tarefa carregar numa alavanca para terem uma recompensa: uma bebida doce, com sacarose.
 

Os investigadores concluíram que, quando a atividade dos neurónios do córtex cerebral orbitofrontal era inibida, os ratinhos agiam automaticamente, por hábito, ou seja, carregavam na alavanca, mesmo estando saciados.
 

A experiência, que terá de ser testada em humanos, revela dados importantes para o controlo de comportamentos compulsivos, uma vez que, explicou à agência Lusa Rui Costa, a atividade do córtex orbitofrontal está alterada na compulsão.
 

"A pessoa não controla intencionalmente certas ações", disse, acrescentando que a meta do estudo será ver se pessoas com comportamentos compulsivos "têm uma predisposição maior para ficar sempre no hábito".
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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