Controlo da pressão arterial diminui risco de um segundo AVC

Estudo publicado na revista “Stroke”

01 abril 2014
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Os sobreviventes de um acidente vascular cerebral (AVC) que controlam a sua pressão arterial podem reduzir o risco de ocorrência de um segundo AVC em mais de metade, defende um estudo publicado na revista “Stroke”.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 3.680 indivíduos com mais de 35 anos que já tinham sofrido um AVC isquémico, o qual é causado por um coágulo ou outro tipo de bloqueio num vaso sanguíneo que irriga o cérebro.
 

Os pacientes foram testados para vários fatores de risco, incluindo a medição da pressão arterial no início do estudo, um mês e seis meses após, bem como a cada seis meses até aos 24 meses.
 

Os investigadores determinaram os resultados após terem tido em conta a idade, sexo e antecedentes de AVC, enfarte agudo do miocárdio e outros fatores. A pressão arterial foi considerada controlada a 140/90 mm/Hg ou valores inferiores.

 

O estudo apurou que pouco menos de 30% dos sobreviventes a um AVC tinham a pressão arterial controlada mais de 75% do tempo. Entre estes indivíduos, foi verificada uma redução em 54% da taxa de um segundo AVC nos indivíduos que tinham uma elevada pressão arterial no início do estudo (pressão arterial sistólica acima dos 153 mmHg), comparativamente com aqueles que apenas tinham a pressão arterial controlada 25% do tempo.
 

De acordo com a líder do estudo, Amytis Towfighi, “não é suficiente controlar a pressão arterial durante algum tempo. As médias não têm em conta a variabilidade dos valores da pressão arterial de uma leitura para outra. As flutuações na pressão arterial podem estar associadas a um maior risco cardiovascular”.
 

Os autores do estudo defendem que os cuidados de saúde têm de sofrer alterações para que o controlo da pressão arterial seja assegurado. Em vez de esperar por cada ida ao médico, os pacientes deveriam monitorizar a pressão arterial em casa.
 

“Os pacientes deveriam estar envolvidos nos seus cuidados médicos, e aprender como controlar os fatores de risco”, reforçou a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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