Contrações auriculares prematuras podem prever risco de fibrilação atrial

Estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”

05 dezembro 2013
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O risco de fibrilação atrial pode ser previsto através de um monitor cardíaco comumente utilizado, dá conta um estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”.
 

Os indivíduos com fibrilação atrial podem não ter quaisquer sintomas, mas a condição pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral. A fibrilação atrial ocorre quando a atividade elétrica se torna caótica e rápida fazendo com que as câmaras superiores do músculo cardíaco batam irregular e rapidamente.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, decidiram averiguar se as contrações auriculares prematuras, medidas através de um monitor portátil, o Holter, que afere a atividade elétrica do coração ao longo de 24 horas, poderia prever, comparativamente com um método bem mais complexo, o risco de fibrilação atrial.
 

Assim, para o estudo, os investigadores contaram com a participação de um grupo de indivíduos com 65 anos ou mais, os quais tinham sido submetidos à monitorização eletrocardiogáfica com Holter . Num subgrupo de 1.260 participantes sem diagnóstico prévio de fibrilação atrial, foi verificado que aqueles com mais contrações auriculares prematuras apresentavam um risco 18% maior de desenvolver esta condição.
 

Posteriormente, os investigadores compararam estes resultados com os obtidos através do modelo de Framingham, o qual é mais complexo e utiliza vários parâmetros, incluindo índice de massa corporal, informação demográfica, antecedentes médicos e dados de um eletrocardiograma.
 

O estudo apurou que a medição das contrações auriculares prematuras é um método tão bom ou melhor que o modelo de Framingham na determinação do risco de fibrilação atrial.
 

“Apesar dos resultados deste estudo serem prometedores no que diz respeito à descoberta de uma ferramenta relativamente simples e precisa para prever o risco de fibrilação atrial e fornecer algumas pistas importantes sobre as estratégias que poderão de fato ajudar na prevenção da doença, é importante destacar que este trabalho não foi elaborado com o intuito de desmontar uma associação casual entre contrações auriculares prematuras e o aparecimento da fibrilação atrial”, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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