Contracetivos reduzem 40% do número de mortes maternas nos últimos 20 anos

Estudo publicado na revista “The Lancet”

12 julho 2012
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A utilização de contracetivos reduziu em 40% o número de mortes maternas registadas nos últimos 20 anos nos países em desenvolvimento, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet”.

 

De acordo com a investigação, à qual a agência Lusa teve acesso, o uso de métodos contracetivos nos últimos 20 anos permitiu às mulheres controlar as gravidezes indesejadas, reduzindo o número de mortes maternas em 40%.

 

O estudo dá conta que o uso de contracetivos veio impedir gestações de alto risco, especialmente entre as mulheres com muitos filhos e aquelas cuja gravidez tinha terminado em aborto.

 

No entanto, os investigadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Reino Unido, do National Institutes of Health e da University of North Carolina, nos EUA, estimam que mais 30% das mortes maternas poderiam ter sido evitadas se as mulheres tivessem tido acesso a métodos anticoncecionais.

 

Os investigadores concluem que os benefícios da utilização de contracetivos para a saúde das mulheres superam os riscos. Por outro aldo, a sua utilização pode também melhorar os resultados perinatais (período compreendido entre a 28ª semana de gestação e o 7.° dia de vida do recém-nascido) e a sobrevivência da criança, uma vez que permite aumentar o período entre os nascimentos dos filhos.

 

Nos países em desenvolvimento, o risco de nascer prematuro e com baixo peso duplica quando a conceção ocorre antes de terminarem os seis meses de um parto anterior. Da mesma forma as crianças que nascem antes de o irmão ter dois anos têm 60% mais de probabilidades de morrer na infância do que aqueles que nasceram dois anos após o nascimento do irmão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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