Contracetivos orais podem proteger contra alguns tipos de cancro

Estudo publicado na revista “American Journal of Obstetrics and Gynecology”

29 março 2017
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Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que demonstrou que as mulheres que tomaram pílulas contracetivas apresentam um risco menor de desenvolverem certos tipos de cancro, em relação às que nunca usaram aquele método contracetivo. 
 
O estudo conduzido pela Universidade de Aberdeen, Escócia, apurou que a proteção oncológica se refletiu no cancro colorretal, do ovário e do endométrio e não encontrou associações entre o uso de contracetivos orais durante a idade fértil e um aumento do risco de cancro numa fase posterior da vida. 
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Lisa Iversen do Instituto de Ciências da Saúde Aplicadas em Aberdeen, propuseram-se a investigar os benefícios e riscos de longo-termo da utilização dos contracetivos orais.
 
Para o efeito, os investigadores analisaram dados recolhidos de 46.022 mulheres que tinham participado no Estudo Sobre a Contraceção Oral do Colégio Real de Médicos de Medicina Geral do Reino Unido, que tinha decorrido entre 1968 e 1969.
 
As participantes foram monitorizadas durante um período de até 44 anos, sendo que durante esses anos os investigadores avaliaram o desenvolvimento de todos os tipos de cancro. 
 
Foi verificado que as mulheres que tinham tomado contracetivos orais apresentavam um menor risco de cancro colorretal, do ovário e do endométrio, em comparação com as participantes que nunca tinham tomado a pílula contracetiva.
 
Lisa Iversen avançou que “devido ao facto de o estudo ter durando tanto tempo tivemos a oportunidade de observar os efeitos de muito longo-termo, caso existissem, associados com a pílula”. A investigadora observou ainda que “os efeitos protetores da pílula durante a idade fértil duram pelo menos 30 anos após as mulheres terem deixado de usar a pílula”.
 
Adicionalmente, a equipa identificou um maior risco de cancro da mama e cervical nas mulheres que tomavam contracetivos orais. No entanto, este risco parecia diminuir no espaço de 5 anos após terem deixado de tomar a pílula. Mais, não foi encontrada evidência de um maior risco de desenvolvimento de novos cancros, em mulheres que tomavam a pílula, numa fase posterior da vida.
 
Devido ao facto de o estrogénio e a progesterona que ocorrem naturalmente no organismo estarem associados ao desenvolvimento de cancro, muitos estudos já tinham investigado a influência dos contracetivos orais (em que os mais comuns contêm versões sintéticas daquelas hormonas) sobre o risco de cancro.
 
A equipa considera que estes achados deverão tranquilizar as mulheres que usam contracetivos orais. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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