Contracetivos com drospirenona aumentam risco de coágulos sanguíneos

Estudo publicado na revista “Contraception”

24 outubro 2012
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As pílulas contracetivas que contêm drospirenona aumentam o risco de formação de coágulos sanguíneos, sugere um estudo publicado na revista “Contraception”.
 

A drospirenona é uma versão sintética da hormona feminina, progesterona, a qual também é conhecida por progestina. Nos últimos 10 anos a Food and Drug Administration (FDA) aprovou três novos contractivos hormonais combinados entre os quais o etinilestradiol /drospirenona (DRSP). Desde essa altura, vários estudos têm avaliado o risco de desenvolvimento de eventos trombóticos ou tromboembólicos resultantes da toma destes fármacos. Este tipo de eventos têm também sido comparados com aqueles que ocorrem com a toma de contractivos hormonais combinados que contêm baixas doses de estrogénio e que já se encontram há bastante tempo no mercado.
 

Contudo, os resultados obtidos têm sido um pouco contraditórios. O líder do estudo, Stephen Sidney, acrescentou que ainda não está claro o motivo destas discrepâncias, podendo estas ser causadas por metodologias ou populações alvo diferentes. Assim, tem-se instalado alguma confusão em torno da segurança destes novos fármacos, tanto entre as mulheres como entre os profissionais de saúde.
 

De forma a tentar clarificar este assunto, os investigadores do Kaiser Permanente Northern California Division of Research, nos EUA, contaram com a participação de 573.680 mulheres que tinham idades compreendidas entre 10 e os 55 anos. Todas as participantes tinham tomado pela primeira vez este tipo de fármacos, os contractivos hormonais combinados ou os contractivos hormonais combinados com baixas doses de estrogénio, durante o período de estudo que ocorreu entre 2001 a 2007.
 

O estudo, financiado pela FDA, apurou que em comparação com a toma de contracetivos hormonais combinados com baixas doses de estrogénio, a utilização de contracetivos hormonais combinados que continham drospirenona estava associada a um risco 77% maior de hospitalização por eventos tromboembólicos venosos e a um risco duas vezes maior de eventos trombóticos arteriais.
 

Apesar da incidência dos eventos tromboembólicos venosos ser baixa, um número crescente de estudos indicam que há um risco aumentado deste tipo de eventos com a toma de drospirenona. Deste modo, este tipo de contracetivos deverá ser utilizado com algum cuidado. Assim, os profissionais de saúde deverão ter em conta os riscos e os benefícios associados com a toma de contracetivos que contêm drospirenona antes de os prescreverem, conclui Stephen Sidney.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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