Contraceptivos orais relacionados com risco de asma

Estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”

05 abril 2009
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As mulheres que usam contraceptivos orais poderão ter um maior risco de asma, estando a gravidade da doença dependente do índice de massa corporal (IMC), revela um estudo escandinavo.

 

Durante 1999 e 2001, os investigadores da Haukeland University, na Noruega, recolherem dados relativos ao uso de contraceptivos orais por mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos de idade, oriundas da Dinamarca, Islândia, Estónia, Noruega e Suécia. Das mulheres contactadas, 4 728 não usavam contraceptivos orais e 961 recorriam a esse método de controlo da natalidade.

 

Após terem considerado a influência de outros factores que poderiam afectar o risco de asma, os investigadores concluíram que, comparativamente com as mulheres que não tomavam contraceptivos orais, as mulheres que o faziam apresentavam um risco aumentado em cerca de 42% de terem asma.

 

O estudo, publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology” revelou também que, quando o IMC era tido em conta, a possibilidade de as mulheres que usavam contraceptivos orais desenvolverem asma era 45% maior em mulheres com um peso normal e 91% maior em mulheres com excesso de peso. Contudo, as mulheres com baixo peso apresentavam um risco 69% menor de desenvolvimento de asma.

 

Os cientistas aconselham as mulheres que suspeitem ter asma relacionada com o uso de contraceptivos orais a discutir o tratamento anti-asmático e outros métodos contraceptivos com os seus médicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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