Contraceptivos orais e terapia de substituição hormonal protegem mulheres de aneurismas cerebrais

Estudo da Rush University Medical Center

03 agosto 2010
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A toma de contraceptivos orais e a terapia de substituição hormonal podem proteger as mulheres contra a formação e ruptura de aneurismas cerebrais, revela um estudo da Rush University Medical Center, EUA, apresentado no encontro anual da Society of Neurointerventional Surgery.

 

Este trabalho foi iniciado tendo por base a observação de dois estudos de grande dimensão que concluíram que 70% dos aneurismas cerebrais ocorrem com mais frequência no período da pós-menopausa, por volta dos 52 anos, fase da vida da mulher em que há uma baixa acentuada dos níveis de estrogénio.

 

Neste estudo, liderado por Michael Chen, foram acompanhadas 60 mulheres, com idades entre os 31 e 80 anos, durante um período de dois anos. Desse total, 75%  não apresentaram ruptura de aneurisma, enquanto 35% tinham ruptura de aneurisma.

 

Ao comparar uma variedade de factores neste grupo com o de um grupo de controlo, composto por 4.682 mulheres, a equipa teve por objectivo determinar se existia uma ligação entre os baixos níveis de estrógenio e a incidência de aneurisma. Foram analisados dados sobre o histórico ginecológico e o uso de medicamentos que alterassem os níveis de estrogénio. Outras variáveis consideradas foram a data do início da menstruação, idade da mulher quando foi mãe, uso e duração de contraceptivos orais, idade do início da menopausa e se esteve sob terapia de substituição hormonal.

 

Em comunicado da própria universidade, os cientistas dizem ter verificado que de todos os factores analisados os que mais sobressaíram foram os da toma de contraceptivos orais e o uso de terapia de substituição hormonal. A taxa de uso de contraceptivos orais no grupo de doentes foi de 60% em comparação com 77,6% no grupo de controlo. Além disso, a taxa de uso de terapia de substituição hormonal foi de 23,7% no grupo composto por pacientes e 44,8% no grupo de controlo. Os cientistas verificaram ainda que, no grupo de doentes, a duração média de uso de contraceptivos orais era de 2,6 anos, enquanto no grupo de controlo era de 5,2 anos.

 

No mesmo comunicado, os cientistas referem que o estudo fornece mais uma prova de que a estabilização dos níveis de estrogénio pode ter um papel protector nas mulheres em risco de sofrer um aneurisma.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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