Contracepção oral é menos eficaz nas mulheres obesas

Estudo publicado no “Contraception”

26 julho 2009
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A contracepção oral é menos eficaz nas mulheres obesas, sugere um estudo publicado na revista científica “Contraception”.

 

De forma a investigar se o excesso de peso influencia a eficácia dos métodos contraceptivos orais, uma equipa de investigadores da Oregon Health & Science University, nos EUA, contaram com a participação de 20 mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, que começaram a utilizar métodos de contracepção oral no início da investigação e mantiveram o seu uso durante um período de dois ciclos.

 

Metade das participantes eram obesas, com um índice de massa corporal acima dos 30, enquanto a outra metade tinha uma peso normal, com um índice de massa corporal abaixo dos 25. Os contraceptivos orais eram compostos por etineloestradiol (estrogénio sintéctico) e levonorgestrel (progesterona sintética).

 

Para as mulheres obesas, a concentração óptima de levonorgestrel no sangue de forma a suprimir a ovulação foi atingida ao fim de 10 dias de toma do contraceptivo oral. Em contrapartida, as mulheres que tinham um peso considerado normal atingiriam essa concentração em cerca de cinco dias.

 

Quanto maior é o tempo que demora a atingir os níveis óptimos de levonorgestrel, maior é a “janela de oportunidade” criada para o ovário se preparar para a libertação de um óvulo, explicam os investigadores.

 

Apesar dos resultados encontrados, os autores alertam para o facto de serem necessários mais estudos antes de se poder recomendar uma mudança da prática clínica no que respeita ao uso da contracepção oral pelas mulheres obesas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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