Contracepção não impede metade das gravidezes inesperadas

Ginecologista aponta vantagens dos métodos de longa duração

19 julho 2009
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“Metade das gravidezes inesperadas ocorre em mulheres que usam contracepção”, revelou a ginecologista Fátima Palma à agência Lusa.

 

Estes dados, recolhidos de alguns estudos internacionais, foram apresentados por esta ginecologista durante o debate «Os Contraceptivos e Eu», organizado pela Associação de Planeamento para a Família (APF). Neste debate, Fátima Palma abordou também as vantagens dos métodos contraceptivos de longa duração.

 

Fátima Palma, ginecologista da Maternidade Alfredo da Costa, sublinhou que os estudos da Organização Mundial de Saúde revelam “uma percentagem importante das falhas dos métodos contraceptivos”. Um outro estudo de 2006 realizado pela APF revelou que uma em cada cinco portuguesas que abortavam utilizava métodos anticoncepcionais.

 

A médica sublinhou que muitas mulheres desconhecem outras opções de contracepção para além da pílula e lembrou que há mitos sobre os métodos de longa duração, como “serem menos eficazes e só poderem ser colocados em mulheres que tiveram filhos”.

 

Fátima Palma revela que a eficácia da pílula “no papel” é de 99%. No entanto, o risco real de, em geral, as mulheres engravidarem quando tomam a pílula é de 8% ao longo de um ano.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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