Contaminação em transfusões de sangue acelera progressão de Creutzfeld-Jacob

Estudo publicado na The Lancet

11 dezembro 2006
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Centenas de pessoas no Reino Unido poderão estar em risco de contrair a doença de Creutzfeld-Jakob, a variante humana da doença das vacas loucas, através de sangue contaminado ou em cirurgias realizadas com instrumentos infectados.
 

 

Esta é pelo menos a convicção do cientista britânico John Collinge, um especialista da Unidade Prião do Medical Research Council de Londres, que analisou um grupo de 66 pessoas vítimas de transfusões de sangue infectado.
 

 

Num relatório publicado na revista científica The Lancet, o cientista explica que o risco de contaminação é maior através da transfusão de sangue, uma vez que, por esta via, não existe a barreira da mutação do vírus que ocorre na transmissão entre espécies.
 

 

Do grupo de 66 pessoas que se sabe terem sido contaminadas através de transfusões de sangue, 39 morreram de causas não relacionadas (34 das quais nos cinco anos seguintes à infecção) e sabe-se que três faleceram devido a lesões provocadas por priões. Nos três casos estudados pelo professor John Collinge, a doença desenvolveu-se em seis/sete anos, bastante mais depressa do que nos casos de transmissão por carne contaminada.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

 

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