Contacto com a natureza poderá estimular criatividade

Estudo conduzido pela University of Kansas

28 dezembro 2012
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Um estudo recente veio levantar a hipótese de que caminhar no meio da natureza poderá incentivar a criatividade devido ao facto de esta atividade afastar as pessoas das distrações tecnológicas.


É sabido que o contacto com a natureza produz efeitos de relaxamento e de estímulo da mente, exercendo sobre a mesma um efeito comparável a uma “droga benéfica”.


Ruth Ann Atchley, diretora de psicologia da University of Kansas, em Lawrence, EUA, e principal autora deste estudo, acredita que “a natureza produz um efeito restaurador que nos ajuda a embarcar em pensamentos de alto nível”. A autora acha que este estudo aponta para uma verdade sobre o contacto com a natureza e a vida selvagem. “Estamos convictos que a natureza conduz a níveis superiores de criatividade”, continua.
 

Com o intuito de verificar os efeitos da exposição à natureza por um período mais prolongado, ao longo de vários dias, a equipa, constituída por investigadores das Universidades de Kansas e de Utah, nos EUA, submeteram dois grupos de adultos com uma média de idades de 28 anos a testes de criatividade.


Um dos grupos, com 24 pessoas, realizou o teste antes de fazer uma excursão na natureza de vários dias. O outro grupo, de 32 elementos efetuou o teste durante uma excursão também num meio natural. O teste incluía associações de palavras, como por exemplo, a ligação entre “golfe”, “dinheiro” e “inveja”, que pode ser “verde”.


Os resultados revelaram que as pessoas que realizaram o teste durante a excursão acertaram em 60 a 65% das perguntas, ao passo que o outro grupo apenas conseguiu resultados de 40%. Os autores do estudo especulam que o facto de as pessoas estarem afastadas da tecnologia estimulou a criatividade das mesmas.


No entanto, de acordo com outros especialistas este estudo deverá ser encarado mais como um ponto de reflexão do que um facto definitivo. O estudo não analisou a exposição dos participantes à tecnologia ou a outras distrações, como situações de stress no trabalho ou problemas familiares.


Da mesma forma, o grupo que esteve durante mais tempo em contato com a natureza poderia ser em geral mais criativo e não se considerou o fator exercício físico, que poderia estar associado a uma maior criatividade. No entanto, os investigadores não negam que o exercício físico poderá estimular a criatividade.


Keith Simonton, reitor e professor de psicologia na University of California, EUA, aponta que o fator novidade poderá ter influenciado os resultados dos testes. “ A criatividade é frequentemente ativada quando saímos da nossa rotina habitual, seja ela qual for”, afirma.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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