Consumos e Estilos de Vida no Ensino Superior

Inquérito realizado a mais de 3000 alunos

26 setembro 2013
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Um quarto dos alunos de licenciatura e mestrado integrado da Universidade de Lisboa acreditam que fumar ocasionalmente canábis é pouco ou nada prejudicial para a sua saúde.
 

O estudo intitulado Consumos e Estilos de Vida no Ensino Superior, ao qual a agência Lusa teve acesso, procurou conhecer alguns hábitos dos universitários nomeadamente prática de desporto, alimentação, atividades de lazer, ingestão de bebidas alcoólicas e consumo de substâncias psicoativas.
 

O estudo, realizado em conjunto pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), Observatório Permanente da Juventude do Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa (OPJ/ICS-UL) e Conselho Nacional da Juventude (CNJ), apurou que relativamente ao consumo de ‘smart drugs’ há uma perceção semelhante de ausência de efeitos para a saúde.
 

O inquérito, realizado a mais de três mil alunos através da internet, revelou que a percentagem de alunos que acham esse consumo ocasional pouco ou nada prejudicial fica abaixo dos 10%. Ainda assim, entre os universitários que responderam ao inquérito, mais de 70% considera esse consumo muito prejudicial à saúde.
 

Relativamente ao consumo de "cannabis" em concreto, 40% dos estudantes admitiram já a ter consumido pelo menos uma vez na vida, sendo que a maioria (77,6%) iniciou o consumo entre os 15 e os 19 anos. O consumo de drogas mais pesadas, como a cocaína ou a heroína, é residual comparado com a ‘cannabis’ ou as ‘smart drugs’.
 

A grande maioria dos inquiridos (82,4%) concorda com a ideia de que o consumo de quatro ou cinco bebidas alcoólicas quase todos os dias tem um efeito muito prejudicial para a saúde, mas são cerca de 15% os estudantes que entendem que conduzir depois de ingerir três cervejas não tem efeitos, ou tem efeitos muito reduzidos.
 

Fumar cigarros regularmente é entendido pelos alunos como prejudicial (15,6%) ou muito prejudicial (83%) para a saúde. Mais de 80% dos inquiridos consideram a toma de medicamentos sem receita médica como sendo prejudicial ou muito prejudicial à saúde.
 

A mistura de substâncias, ou policonsumos, tem valores abaixo dos 30%, sendo a mais frequente a junção de bebidas energéticas com bebidas alcoólicas, e 3,5% dos estudantes inquiridos admitiram já ter misturado tranquilizantes, antidepressivos ou sedativos com bebidas alcoólicas.
A cerveja, as bebidas espirituosas e o vinho são as preferidas entre os universitários e 37% dos estudantes admitiram ter bebido mais de cinco copos, no caso das mulheres, ou mais de seis copos, no caso dos homens, numa mesma ocasião, um tipo de consumo denominado ‘binge drinking’.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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