Consumo precoce de amendoim impede alergia

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

26 fevereiro 2015
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A introdução de produtos com amendoim na dieta de crianças com elevado risco de desenvolver esta alergia é segura e diminui o risco subsequente de desenvolvimento de alergia, dá conta um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 

Os investigadores do King's College London, no Reino Unido, criaram um estudo denominado “Aprendizagem precoce sobre a alergia ao amendoim” (LEAP, sigla em inglês), baseado em observações a crianças israelitas, que apresentavam menores taxas de alergia ao amendoim quando comparadas com crianças judias de ascendência similar residentes no Reino Unido.
 

Ao contrário das crianças que vivem no Reino Unido, as israelitas começam a comer alimentos com amendoim desde muito pequenas. Neste estudo, os investigadores decidiram testar se as baixas taxas de alergia ao amendoim nas crianças israelitas eram resultantes do elevado consumo de amendoim no início da infância.
 

O LEAP comparou duas estratégias para impedir a alergia ao amendoim – evitar ou consumir amendoim – em crianças com elevado risco de desenvolver alergia ao amendoim, uma vez que tinham alergia ao ovo e eczema severo da pele. O estudo excluiu crianças com fortes sinais de terem já desenvolvido alergia ao amendoim.
 

Mais de 600 crianças com idades compreendidas entre os quatro e os 11 meses de idade e com elevado risco de alergia evitaram completamente a ingestão de amendoim ou incluíram na sua dieta semanal pelo menos 6 gramas de proteína de amendoim. Estes dois regimes (consumir ou evitar o consumo de amendoins) continuaram até a criança ter atingido os cinco anos de idade. Ao longo deste período, as crianças foram monitorizadas através de consultas com profissionais de saúde, tendo também sido realizados questionários alimentares.
 

Aos cinco anos de idade, os investigadores avaliaram a alergia ao amendoim e verificaram que houve uma redução global de 81% do risco de desenvolvimento deste tipo de alergia nas crianças que tinham começado a ingerir amendoim desde cedo e de forma continuada, comparativamente com aquelas que tinham evitado a sua ingestão.
 

"Embora estudos recentes tenham demonstrado que não há qualquer benefício em evitar o alergénio, o estudo LEAP é o primeiro a demonstrar que a introdução precoce do amendoim na dieta é realmente benéfica e identifica uma abordagem eficaz para controlar um grave problema de saúde pública”, conclui Daniel Rotrosen, do Instituto Nacional de Alergias de Doenças Infeciosas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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