Consumo moderado de vinho tinto diminui risco de cancro da mama

Estudo publicado no “Journal of Women's Health”

11 janeiro 2012
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O consumo moderado de vinho tinto diminui o risco de desenvolvimento de cancro da mama, sugere um estudo publicado no “Journal of Women's Health”.

 

Este estudo contradiz, em parte, a crença generalizada de que o consumo de todos os tipos de bebidas alcoólicas aumenta o risco das mulheres desenvolverem cancro de mama, pois o álcool aumenta os níveis de estrogénio, que por sua vez, estimula o crescimento das células tumorais.

 

De acordo com a American Cancer Society, existem, todos os anos nos EUA, mais de 230 mil novos casos de cancro da mama. Aproximadamente 39.000 mulheres morreram em 2011 devido a este tipo de cancro.

 

Para este estudo os investigadores do Cedars-Sinai Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 36 mulheres em idade pré-menopausica, que foram divididas em dois grupos distintos: um bebeu durante um mês cerca de 250 ml de vinho tinto, enquanto o outro grupo bebeu a mesma quantidade de vinho branco. Ao fim deste tempo as mulheres trocaram de grupo, ou seja, as mulheres que tinham consumido vinho tinto durante o primeiro mês começaram a beber vinho branco e o segundo grupo vinho tinto. Foram colhidas, duas vezes por mês, amostras de sangue a cada participante para medir os níveis hormonais.

 

Os investigadores tinham por objetivo determinar se o vinho tinto conseguia mimetizar os efeitos dos inibidores da aromatase, os quais têm um papel importante na manutenção dos níveis de estrogénio. Atualmente estes inibidores são utilizados no tratamento do cancro da mama.

 

Os investigadores constataram que os químicos presentes na pele e nas grainhas das uvas vermelhas diminuíram, ligeiramente, os níveis de estrogénio e aumentaram os níveis de testosterona. Os investigadores revelaram que as alterações nos padrões hormonais sugerem que o vinho tinto pode impedir o crescimento das células cancerosas, tal como tem sido demonstrado em estudos in vitro.

 

Um dos co-autores do estudo, Glenn D. Braunstein, revelou que estes resultados não significam que o consumo de vinho branco aumente o risco de desenvolvimento de cancro da mama, mas as uvas utilizadas neste tipo de vinho não apresentam os mesmos elementos protetores que os encontrados nas uvas vermelhas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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