Consumo frequente de fast-food associado a piores resultados das crianças na escola

Estudo publicado na “Clinical Pediatrics”

31 dezembro 2014
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Investigadores norte-americanos divulgaram os resultados de um estudo que revelou que quanto maior era o consumo de fast-food por crianças no quinto ano de escolaridade piores eram os resultados em matemática, ciências e leitura no oitavo ano.
 
Estudos anteriores haviam já associado o consumo de fast-food durante a infância a obesidade e outros problemas de saúde anos mais tarde. Contudo, este estudo demonstra que os efeitos nocivos deste tipo de alimentos vão além da saúde física.
 
Uma equipa de cientistas liderada por Katy Purtell, da Universidade Estadual do Ohio, nos EUA, analisou os dados de 11.740 crianças que frequentavam o jardim-de-infância no ano letivo de 1989-1990 e participaram no “Early Childhood Longitudinal Study – Kindergarten Cohort” (Estudo Longitudinal na Infância – Coorte do Jardim de Infância). No decurso deste estudo, as crianças realizaram um inquérito sobre os seus hábitos alimentares quando frequentavam o quinto ano de escolaridade. 
 
As respostas ao questionário revelaram que cerca de 10% das crianças consumiram fast-food todos os dias, 10% consumiram fast-food quatro a seis vezes e os restantes entre uma a três vezes na semana anterior ao questionário.
 
Tanto no quinto ano de escolaridade como no oitavo, as crianças realizaram uma série de testes de leitura, matemática e ciências. Os resultados dos exames no oitavo ano revelaram que as crianças que consumiam fast-food com maior frequência (todos os dias ou entre quatro a seis vezes por semana) apresentavam notas 20% inferiores nas três áreas analisadas em comparação com aquelas que não consumiam fast-food. As que consumiam fast-food entre uma a três vezes por semana apenas apresentavam resultados inferiores em matemática, quando comparadas com as que não consumiam fast-food. Os resultados mantiveram-se mesmo depois de terem sido tomados em consideração outros fatores que pudessem ter impacto nos resultados, tais como exercício físico, tempo em frente à televisão, nível socioeconómico da família e condições da escola e da localização geográfica.
 
Apesar de o estudo não ter apontado por que razão o consumo de fast-food parece afetar os resultados académicos, os investigadores apontam para a possibilidade de este tipo de alimentação ser carente em nutrientes associados ao desenvolvimento cognitivo, tais como o ferro. Além disso, outros estudos apresentaram já uma relação entre uma dieta rica em gorduras e açúcar e problemas de memória e aprendizagem.
 
Apesar dos resultados, Purtell refere que isto não quer dizer que os pais não possam oferecer fast-food aos seus filhos, mas sim que o consumo deste tipo de alimentos deve ser restringido ao máximo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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