Consumo frequente de canábis associado a um risco elevado de esquizofrenia

Estudo publicado no “British Journal of Psychiatry”

04 dezembro 2009
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O consumo de canábis de alta potência e com uma frequência diária aumenta até seis vezes o risco de doença psicótica, como a esquizofrenia, conclui um artigo científico publicado no “British Journal of Psychiatry”, cujo co-autor é um português.

 

Há muito que as investigações se debruçam sobre as causas das psicoses, nomeadamente sobre os factores genéticos ou sociais e o consumo de drogas. A novidade deste estudo é a demonstração de que a potência da canábis consumida e a frequência da sua utilização aumentam até seis vezes o risco de desenvolvimento de doença psicótica.

 

"O uso diário de uma canábis mais potente aumenta até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou à agência Lusa o psiquiatra Tiago Reis Marques, dos Hospitais da Universidade de Coimbra, que realiza o doutoramento em Londres.

 

O investigador, co-autor do estudo GAP (Genetics and Psychosis/Genética e Psicoses), explicou ainda que "a canábis geneticamente modificada, a preferida pelos vulgares utilizadores", originária da Holanda e de outros países, "tem 12 a 18% de THC, substância que provoca os vulgares sintomas, como euforia, desinibição, quando antes continha apenas 2 a 4%".

 

O passo seguinte da equipa que Tiago Reis Marques integra será continuar a perceber como é que a canábis actua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranóia, alucinações, sintomas de perseguição) e como é que a droga se combina com factores genéticos, por exemplo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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