Consumo excessivo de sal provocou 2,3 milhões de mortes em 2010

Estudo realizado pela American Heart Association

26 março 2013
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O consumo excessivo de sal contribuiu em 2010, para 2,3 milhões de mortes por enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e outras doenças cardiovasculares em todo o mundo, o que representa cerca de 15% de mortes por estas causas, de acordo com as 2013 Scientific Sessions da American Heart Association's Nutrition, Physical Activity and Metabolism and Cardiovascular Disease Epidemiology and Prevention.
 

Para o estudo, os investigadores da Harvard School of Public Health analisaram 247 trabalhos sobre o consumo de sal nos adultos, estratificados por idade, género, região e país entre 1990 e 2010 e que fizeram parte do 2010 Global Burden of Diseases Study.
 

O estudo apurou que em 2010 as pessoas consumiram, em média, 4.000 mg por dia. Contudo, a Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo máximo de 2.000 mg por dia e a American Heart Association recomenda a ingestão de 1.500 mg de sal por dia.
 

Os investigadores liderados por Dariush Mozaffarian, da Harvard Medical School e Harvard School of Public Health, nos EUA, também analisaram de que modo o sal consumido afetava o risco dos indivíduos desenvolveram doenças cardiovasculares. Foi verificado que cerca de 1 milhão de mortes por doença cardiovascular tinham sido prematuras e tinham ocorrido em indivíduos com idade igual ou inferior a 69 anos.
 

Os autores do estudo verificaram que 60% das mortes ocorreram em homens e 40% em mulheres. Os enfartes agudos do miocárdio causaram 42% das mortes e os acidentes vasculares cerebrais 41%. As restantes mortes foram devidas a outros tipos de doença cardiovascular. Foi também observado que 84% das mortes como resultado do consumo excessivo de sal ocorreram em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.
 

“As medidas públicas de saúde nacionais e mundiais, nomeadamente a adoção de programas de redução de consumo de sal, poderiam potencialmente salvar milhões de vidas”, revelou em comunicado de imprensa, Dariush Mozaffarian.
 

O estudo refere que entre os 30 países com  os índices populacionais mais elevados no mundo, aqueles que apresentavam as maiores taxas de mortalidade por cada milhão de adultos, devido ao consumo excessivo de sal eram a Ucrânia, Rússia e Egito. Por outro lado, os países com uma menor taxa de mortalidade devido ao consumo de sal incluem o Qatar, o Quénia e os Emirados Árabes Unidos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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