Consumo excessivo de álcool aumenta risco de cancro da mama

Estudo relaciona os dois factores

13 novembro 2002
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O risco de uma mulher sofrer de cancro de mama aumenta em seis por cento por cada copo de álcool a mais que beba diariamente, alerta o instituto Cancer Research UK, em estudo publicado no British Journal of Cancer.
 

A investigação, a maior no mundo sobre o consumo de álcool e tabaco entre as mulheres, refere também que o hábito de fumar, que provoca outros tipos de cancro, não incide no do peito.
 

 

O estudo denuncia que o excesso de álcool é responsável por cerca de quatro por cento dos casos de cancro de peito registados anualmente no mundo desenvolvido.
 

 

«Se o consumo de álcool entre as mulheres continuar a aumentar, estas estatísticas tenderão a crescer», adverte a estudo divulgado terça-feira em Londres.
 

 

Apesar do consumo de álcool ser prejudicial para o mencionado tipo de cancro, ele é no entanto benéfico para outros males, segundo os peritos, como as doenças coronárias e embolias.
 

 

«O equilíbrio entre os efeitos prejudiciais e benéficos do álcool depende da idade da mulher», disse o médico Gillian Reeves, um dos autores do estudo.
 

 

«Antes dos 60 anos, o cancro da mama é a causa de mortalidade mais significativa que as doenças do coração. Depois dos 65, quando o risco de sofrer doenças coronárias é maior, os efeitos benéficos de um consumo moderado de álcool são mais evidentes», explicou.
 

 

Os autores da investigação combinaram os resultados de mais de 50 informações e incluíram dados de 150 mil mulheres de todo o mundo.
 

 

A professora Valerie Beral, co-autora do estudo, realçou que «o impacto da bebida sobre o cancro da mama é mínimo se comparado com outros factores, mas hoje em dia as mulheres bebem mais e, se esta tendência continuar, o impacto será maior no futuro».
 

 

«O álcool é só uma parte da história do cancro da mama, mas pelo menos é algo que se pode remediar», acrescentou.
 

 

Por seu turno, o director do Cancer Research UK, Sir Paul Nurse, afirmou que «esta investigação não altera a nossa recomendação contra o tabaco porque já sabemos que é perigoso».
 

 

«Simplesmente reforça a nossa advertência de que o consumo excessivo de álcool também comporta riscos», alertou.
 

 

Fonte: TSF
 

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