Consumo elevado de gorduras saturadas aumenta risco de doença cardíaca

Estudo publicado no “British Medical

28 novembro 2016
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O consumo aumentado de gorduras saturadas, encontradas nomeadamente na manteiga, banha de porco, carne vermelha, gordura do leite e óleo de palma, pode aumentar o risco de doença arterial coronária, sugere um estudo publicado no “British Medical Journal”.
 
Qi Sun, um dos autores do estudo, refere que estes resultados vão ao encontro das recomendações dietéticas atuais americanas que aconselham a redução de gordura saturada para não mais de 10% do total de calorias e a ingestão de uma dieta saudável que inclua frutas, vegetais, cereais, óleos de cozinha vegetais ricos em gorduras polinsaturadas e gorduras monoinsaturadas, frutos secos de casca rija, legumes, peixe e produtos lácteos com baixo teor de gordura.
 
Estudos anteriores já tinham demonstrado que os ácidos gordos saturados têm efeitos diferentes nos lípidos no sangue. Contudo, pouco se conhece sobre a associação deste tipo de ácidos gordos e o risco de doença arterial coronária.
 
Para o estudo, os investigadores da Universidade de Harvard, nos EUA, analisaram os dados de 73.147 mulheres e 42.635 homens que preencheram, a cada quatro anos, um questionário relativamente à dieta adotada e estado de saúde.
 
O estudo apurou que uma maior ingestão dos ácidos gordos saturados mais comuns, como o ácido láurico, ácido mirístico, ácido palmítico e ácido esteárico, estava associada a um aumento de 24% no risco relativo de doença arterial coronária.
 
Contudo, os investigadores verificaram que a substituição de apenas 1% do consumo diário destes ácidos gordos por calorias equivalentes provenientes de gorduras polinsaturadas, gorduras monoinsaturadas, hidratos de carbono provenientes de cereais ou proteínas de origem vegetal reduzia o risco relativo de doença arterial coronária entre quatro a oito por cento. 
 
Os cientistas sugerem assim que a substituição das gorduras saturadas por gorduras insaturadas presentes nos óleos vegetais, frutos secos de casca rija, sementes e marisco, bem como hidratos de carbono de elevada qualidade é umas das formas mais fáceis de reduzir o risco de doença cardíaca. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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