Consumo de tabaco explica menor longevidade dos homens europeus

Estudo publicado na revista “Tobacco Control”

20 janeiro 2011
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Entre 40 a 60% da diferença de longevidade de homens e mulheres europeus deve-se à mortalidade associada ao tabaco, conclui um estudo publicado na revista “Tobacco Control”.

 

A equipa de investigadores liderada por Gerry McCartney, da Social and Public Health Sciences Unit, em Glasgow, no Reino Unido, utilizou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as taxas de mortalidade masculinas e femininas. Estes dados incluíam a taxa de mortalidade por todas as causas, e também as mortes atribuídas especificamente aos consumos de tabaco e álcool, em 30 países europeus, em 2005.

 

Entre as mortes relacionadas com o consumo de tabaco estão as provocadas por cancro nas vias respiratórias, enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e bronquite crónica obstrutiva. Quanto às mortes associadas ao consumo de álcool destacam-se o cancro da garganta e do esófago, as doenças hepáticas crónicas e a psicose alcoólica.

 

Segundo o estudo, avançado pela agência AFP e citado pela Lusa, o tabaco explica entre 40 a 60% da diferença de mortalidade entre homens e mulheres em todos os países, à excepção de Dinamarca, Portugal e França, onde a sua contribuição para aquela diferença é média, e de Malta, onde, ao contrário, é a causa mais importante para aquele desfasamento (74%).

 

Os investigadores estimam que as alterações profundas no consumo de tabaco deverão contribuir para a diminuição das diferenças de longevidade entre homens e mulheres nas próximas décadas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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