Consumo de refrigerante associado a um aumenta risco de Gota

Estudo publicado no “British Medical Journal”

06 fevereiro 2008
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O consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas pode ser o responsável pelo aumento no número de casos de Gota nos EUA, aponta um estudo publicado no “British Medical Journal”.
 

 

A Gota é uma doença que causa fortes dores nas articulações, devido à acumulação de cristais de urato monossódico, derivados de um valor de ácido úrico anormalmente alto no sangue (hiperuricemia).
 

 

Segundo o estudo, conduzido por cientistas norte-americanos e canadianos, os homens que ingeriram dois ou mais copos de refrigerante por dia apresentaram 85% mais probabilidades de desenvolver a doença do que os que tomaram menos de um copo.
 

 

Os investigadores afirmaram que o aumento de casos de Gota nos EUA coincidiu com o crescimento substancial no consumo de refrigerantes.
 

 

Para averiguar se os dois factos estariam relacionados, os especialistas avaliaram, durante 12 anos, 46 mil homens na faixa etária dos 40, e sem histórico da doença.
 

Foram efectuados questionários para investigar o consumo de 130 tipos de comida e bebida, incluindo refrigerantes dietéticos ou não, além de sumos de frutas. Durante o estudo, foram diagnosticados 755 novos casos da doença.
 

 

Os cientistas afirmaram que o risco de desenvolver o problema foi consideravelmente maior entre os homens que consumiram entre cinco a seis copos de refrigerantes por semana.
 

 

Os refrigerantes dietéticos, no entanto, não foram considerados prejudiciais pelos especialistas, que também alertaram para o facto do alto consumo de sumos de frutas ricas em frutose, como maçã e laranja, poder desencadear a doença.
 

 

Os investigadores acreditam que a frutose, um açúcar encontrado em refrigerantes e algumas frutas, seria responsável pelo aumento dos níveis de ácido úrico no sangue, levando a um depósito de cristais de sódio nas articulações.
 

 

Os cientistas esclareceram que outros factores associados à doença, como Índice de Massa Corporal, idade, pressão arterial alta e consumo de álcool não foram considerados no estudo.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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