Consumo de peixe reduz risco de artrite reumatoide

Estudo publicado nos “Annals of the Rheumatic Diseases”

05 setembro 2013
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O consumo semanal de uma porção de peixe gordo ou quatro de peixe magro reduz em metade o risco de artrite reumatoide, atesta um estudo recente publicado nos “Annals of the Rheumatic Diseases”.
 

A artrite é uma doença que afeta o sistema osteomuscular, normalmente em pessoas com mais de 50 anos, causando inflamação, inchaço e rigidez nas articulações. A artrite reumatoide é uma das formas mais comuns desta doença e afeta principalmente os dedos, pulsos, braços e pernas.
 

Uma equipa de investigadores do Karolinska Institute na Suécia conduziu um estudo com base num questionário realizado a mulheres nascidas entre 1914 e 1948 e que tinham participado num estudo sobre mamografias na Suécia entre 1987 e 1990. Os questionários contemplavam informação relativa a dieta, altura, peso, paridade e habilitações académicas.
 

Foi conduzido um novo questionário em 1997 a 56.030 mulheres com a mesma informação e outros dados adicionais como hábito de fumar, atividade física, suplementos alimentares e aspirina. As questões sobre os hábitos alimentares incluíam um leque de 67 escolhas de alimentos em 1987 e 96 alimentos em 1997, entre as quais uma variedade de peixe magro e gordo.
 

O estudo revelou que 205 de 32.000 mulheres acompanhadas entre 2003 e 2010 foram diagnosticas com artrite reumatoide. Os resultados do estudo demonstraram que as mulheres que consumiam 0,21 gramas de ácidos gordos polinsaturados (PUFA) ómega 3, ou seja, o equivalente a uma porção ou mais de peixe gordo por semana ou quatro de peixe magro, em 1987 e 1997, apresentavam um risco 52% menor de desenvolverem artrite reumatoide. Das mulheres que contraíram a doença, 27% consumia menos de 0,21 gramas de PUFA ómega 3 por dia.
 

No entanto, os investigadores chamam a atenção para o facto de não terem estabelecido uma relação entre o consumo de suplementos de ómega 3 e a redução no risco de artrite reumatoide, embora afirmem que o número de casos da doença tenha sido limitado quando se verifica a recorrência a suplementos.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado uma ligação entre o consumo regular de ómega 3 e a prevenção de outras doenças como cancros orais e da pele e o stress cardíaco e mental.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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