Consumo de peixe antes dos nove meses diminui risco de sibilância pré-escolar

Estudo publicado “Acta Paediatrica”

28 novembro 2011
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As crianças que começam a ingerir peixe antes dos nove meses de idade têm um menor risco de sofrer de sibilância pré-escolar, mas uma maior probabilidade se forem tratadas com antibióticos na primeira semana de vida ou se as suas mães tomarem paracetamol durante a gravidez, dá conta um estudo publicado na “Acta Paediatrica”.

 
A sibilância recorrente, manifestação de episódios de dificuldade respiratória das vias aéreas superiores, “é um problema muito frequente em crianças em idade pré-escolar havendo a necessidade de melhorar os tratamentos médicos existentes e perceber melhor qual o seu mecanismo subjacente”, revelou em comunicado de imprensa a líder do estudo Emma Goksor, da Universidade de Gotenburgo, na Suécia.
 
Para este estudo, que teve por objectivo identificar tanto os factores de risco como os factores protectores da doença, os investigadores contaram com a participação de 4.171 famílias que responderam a um questionário quando os seus filhos tinham seis meses, 12 meses e quatro anos.
 
Os investigadores verificaram que, uma em cada cinco crianças teve pelo menos um episódio de sibilância e uma em 20 sofreu de sibilância recorrente, no ano anterior. Destes, três quartos utilizaram medicação para a asma e só metade foram diagnosticados com asma.
 
O estudo revelou que, o consumo de peixe antes dos nove meses de idade diminui, quase para metade, o risco de sofrer sibilância recorrente aos quatro anos e meio. O tipo de peixe mais ingerido foi o branco, seguido pelo salmão, o linguado e a solha. Os autores do estudo já haviam descoberto que o peixe, que se pensava ter propriedades que reduziam o risco de alergia, era benéfico para o eczema na infância e para a rinite alérgica em idade pré-escolar. Outros estudos sugeriram um efeito protector no desenvolvimento de asma.
 
Por outro lado, foi verificado que a toma de antibióticos de largo espectro, na primeira semana de vida, estava associado ao dobro do risco de sibilância recorrente aos quatro anos e meio. Quanto à utilização de paracetamol durante a gravidez esta aumentou 60% o risco de sibilância.
 
Emma Goksor acredita que “estes resultados fornecem informações úteis sobre três factores importantes que estão envolvidos na sibilância em idade pré-escolar”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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