Consumo de marisco na gravidez e desenvolvimento neurológico do bebé

Estudo publicado na Lancet

21 fevereiro 2007
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O consumo frequente de marisco e peixe durante a gravidez favorece o desenvolvimento neurológico dos bebés, revela um artigo publicado na revista The Lancet, contrariando a política de alguns países que recomendam evitar a ingestão de marisco.
 

 

Joseph Hibbeln, do National Institutes of Health (NIH) dos EUA, e outros peritos da University of Bristol, Grã-Bretanha, estudaram entre 1991-1992 os hábitos alimentares de 11.875 mulheres grávidas na 32ª semana de gestação. Posteriormente analisaram as atitudes dos seus filhos durante os seis, 18, 30 e 42 meses.
 

 

As mulheres analisadas foram classificadas em três grupos: as que não consumiam marisco ou peixe fresco (12%), as que ingeriam menos de 340 gramas semanais (65%) e as que superavam essa quantidade (23%).
 

 

As pontuações obtidas pelos filhos nos questionários de inteligência, desenvolvimento psicomotor e comportamento mostraram que as crianças filhas de mães que tinham ingerido maiores quantidades de ómega-3 obtiveram melhores resultados.
 

 

O marisco é uma fonte importante de ácidos gordos ómega 3, fundamentais para o desenvolvimento neurológico do feto, mas há países, como os EUA, onde se recomenda às grávidas que reduzam o consumo de marisco para evitar a exposição ao metilmercúrio, químico que se encontra por vezes nos mares e que passa para a cadeia alimentar.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI- Médicos Na Internet

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