Consumo de lacticínios não aumenta risco de enfarte do miocárdio

Estudo publicado na revista “Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases”

07 junho 2011
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O consumo de lacticínios não aumenta o risco de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na revista “Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases”.

 

Para o estudo, Stella Aslibekyan e Ana Baylin, da Brown University, EUA, analisaram dados de 3.630 pessoas de meia-idade da Costa Rica que participaram num estudo epidemiológico entre 1994 e 2004, realizado pela co-autora Hannia Campos, da Harvard School of Public Health. O estudo constatou que os níveis de consumo de produtos lácteos não estão relacionados, estatisticamente, com o risco de um enfarte do miocárdio.  

 

De acordo com os autores, apesar do conteúdo de gordura saturada poder ser elevado, os lacticínios não prejudicam a saúde do coração. Aliás, dizem os autores, as gorduras saturadas em produtos lácteos são inofensivas. A hipótese, segundo alvitram, é que existem outros nutrientes nos produtos lácteos que são protectores contra doenças cardíacas. Os nutrientes potencialmente benéficos incluem cálcio, vitamina D, potássio, magnésio e ácido linoléico conjugado (CLA).

 

No estudo, os cientistas separaram a população do estudo em dois grupos iguais: 1.815 pessoas que tiveram enfartes do miocárdio não-fatais e 1.815 casos de um grupo de controlo em que não foi registada a doença. No estudo, os investigadores não verificaram apenas o consumo lácteo individual auto-relatado, mas também as medidas de biomarcadores de gordura láctea nos organismos dos indivíduos.

 

Verificaram que o consumo de produtos lácteos em pessoas que tiveram enfarte do miocárdio não foi estatisticamente diferente do registado em pessoas que não consumiam aqueles produtos, não tendo sido verificada nenhuma relação linear significativa entre o consumo de lacticínios e o risco de enfarte, mesmo nos consumidores acima da média.

 

Quando os investigadores controlaram factores de risco como tabagismo, relação cintura-anca, ingestão de álcool e actividade física, a falta de uma associação estatisticamente significativa entre a ingestão de produtos lácteos e o risco de enfarte do miocárdio manteve-se. Os cientistas também rastrearam dados ajustados para os níveis de CLA e cálcio, tendo verificado que estas substâncias podem ter um efeito protector.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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