Consumo de gorduras animais aumenta risco de doença coronárias

Autoridade Europeia emite comunicado de alerta

02 setembro 2004
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A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) alertou para o perigo de os ácidos gordos de origem animal, presentes nas margarinas e em algumas carnes, poderem aumentar o risco de doenças coronárias.Um comunicado do grupo científico sobre Nutrição da AESA, publicado esta semana, afirma que os ácidos gordos trans (AGT) - cujo consumo é superior nos países do Norte da Europa - aumentam as concentrações de colesterol «mau» no sangue e em consequência, elevam o risco de problemas coronários.Os AGT estão presentes de forma natural na gordura do leite, na carne de vaca e na de cabrito e, em consequência de certos processos de fabricação - hidrogenação de óleos - para elaborar margarinas e manteigas.A AESA adverte para o risco dos AGT, bem como de outros ácidos gordos, os saturados. O consumo humano destas gorduras animais é muito superior nos países do Norte da Europa, já que nos do Sul ou mediterrânicos, como Portugal, é mais frequente a ingestão de gorduras ou óleos vegetais, como o de oliveira, segundo os responsáveis pelo comunicado da AESA.Acrescentam também que o consumo actual de AGT na União Europeia (UE) é dez vezes inferior ao de outros ácidos gordos saturados, que os consumidores europeus «ingerem de forma excessiva».Na UE, a ingestão média de AGT oscila entre os 0,5 e os 2,1 por cento do consumo de calorias diárias. Entre o homem e a mulher varia entre 0,8 e 1,9 por cento. O consumo de gorduras saturadas oscila entre os 10,5 e os 18 por cento da ingestão total de calorias, apesar de as autoridades sanitárias terem recomendado que não exceda os 10 por cento, revela a AESA.O estudo explica que é impossível distinguir os efeitos dos AGT naturais daqueles que resultam de processos industriais. As gorduras de produtos lácteos contêm normalmente entre três a seis por cento de AGT e estes níveis são superiores na carne de cabrito.A respeito de outros riscos para a saúde, a AESA considera que não existem provas conclusivas que os AGT estejam relacionados com o aparecimento de cancro, diabetes ou alergias.A AESA estudou estas gorduras em resposta a um pedido da Comissão Europeia, depois de a Dinamarca ter aprovado, no ano passado, uma legislação que limita o índice de ácidos gordos em produtos alimentares que contenham óleo. A Autoridade Alimentar é um organismo independente, de carácter científico, que aconselha as instituições comunitárias. A Comissão Europeia terá em conta o comunicado apresentado na altura de elaborar futuras normativa alimentares, segundo afirmaram fontes do Executivo Comunitário.Fonte: Lusa

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