Consumo de fritos aumenta risco de cancro da próstata

Estudo publicado na revista “The Prostate”

01 fevereiro 2013
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O consumo regular de alimentos fritos aumenta o risco de cancro da próstata, sugere um estudo publicado na revista “The Prostate”.
 

Neste estudo os investigadores da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, contaram com a participação de 1.549 homens com cancro da próstata e 1.492 indivíduos saudáveis, com idades compreendidas entre os 35 e os 49 anos. Todos os participantes foram submetidos a um questionário sobre o tipo de alimentação, incluindo especificamente a ingestão de alimentos fritos.
 

Os estudo apurou que os homens que consumiam, pelo menos uma vez por semana, batatas fritas, frango frito, peixe frito e / ou donuts tinham um risco maior de desenvolver cancro da próstata, comparativamente com os participantes que comiam este tipo de alimentos menos de uma vez por mês. Foi verificado que o consumo de alimentos fritos estava associado a um risco 30 a 37% maior de desenvolver este tipo de cancro. A ingestão semanal destes alimentos também estava associada a um risco ligeiramente maior de cancro mais agressivo. Antes de proceder ao cálculo desta associação, os investigadores tiveram em conta vários fatores, incluindo idade, raça, história familiar de cancro da próstata e índice de massa corporal.
 

Na opinião dos investigadores, liderados por Janet L. Stanford, os alimentos fritos poderão despoletar a formação de compostos carcinogénicos nos alimentos o que poderá explicar o aumento do risco de cancro. O facto de o óleo ser aquecido a elevadas temperaturas pode potenciar o aparecimento de compostos carcinogénicos. Estes compostos incluem: a acrilamida que pode ser encontrada em alimentos ricos em hidratos de carbono, como batatas fritas e as aminas heterocíclicas e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos que se formam quando a carne é cozinhada a elevadas temperaturas.
 

O estudo refere que a concentração destes compostos tóxicos é maior nos óleos de cozinha que são reutilizados e nos alimentos que são fritos durante longos períodos de tempo. Os alimentos cozinhados a elevadas temperaturas também contêm elevados níveis de produtos finais de glicosilação, que têm vindo a ser associados à inflamação crónica e ao stress oxidativo. Na verdade, os alimentos fritos estão entre aqueles com um maior nível de produtos finais de glicosilação. Os investigadores referem nomeadamente que, quando a carne de frango é frita ao longo de 20 minutos, há uma produção nove vezes maior dos produtos finais de glicosilação, do que quando a mesma carne é cozida durante uma hora.
 

O estudo refere que como este tipo de alimentos fritos são maioritariamente consumidos fora de casa, é possível que a associação com o cancro da próstata seja um sinal de um elevado consumo de “fast food”. Na verdade há cada vez mais restaurantes “fast food”, tendo o consumo deste tipo de alimentos aumentado bastante nas últimas décadas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  

 

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