Consumo de fibra após enfarte aumenta sobrevivência

Estudo publicado no “British Medical Journal”

05 maio 2014
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Os indivíduos que sobrevivem a um enfarte agudo do miocárdio têm uma maior probabilidade de viverem mais tempo caso aumentem a ingestão de fibras, defende um estudo publicado no “British Medical Journal”.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que a adoção de uma dieta com elevado teor de fibra pelos indivíduos saudáveis diminuía o risco de desenvolvimento de doença coronária. Contudo, ainda não estava claro se a adoção desta dieta poderia aumentar o tempo de vida dos sobreviventes a um enfarte agudo do miocárdio.
 

Neste estudo os investigadores Harvard School of Public Health, nos EUA, contaram com a participação de 2.258 mulheres e 1.840 homens que tinham sobrevivido a um enfarte agudo do miocárdio e preenchido um questionário sobre o estilo de vida adotado. Os participantes foram acompanhados durante um período de cerca de nove anos após o enfarte, período durante o qual morreram 682 mulheres e 451 homens.
 

Os participantes foram divididos em cinco grupos tendo em conta a quantidade de fibra que consumiam após o enfarte agudo do miocárdio. O estudo apurou que comparativamente com o grupo que ingeria a menor quantidade de fibra, aqueles que consumia a maior quantidade apresentavam um risco 25% menor de morrer por qualquer causa.
 

Quando os investigadores se focaram apenas nas causas cardiovasculares, nomeadamente enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença coronários, os indivíduos do grupo que ingeria a maior quantidade de fibra apresentavam um risco 14% menor de mortalidade comparativamente ao grupo que consumia a menor quantidade.  
 

Após terem avaliado as fibras provenientes da fruta, legumes e cereais, os investigadores verificaram que só esta última estava associada a uma maior probabilidade de sobrevivência após um enfarte agudo do miocárdio.
 

Os autores do estudo referem que os indivíduos que sofrem um enfarte agudo do miocárdio estão geralmente mais motivados a fazerem alterações no estilo de vida. Contudo, o tratamento passa habitualmente pela toma de medicação a longo prazo, sendo a adoção de um estilo de vida saudável por vezes negligenciada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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