Consumo de drogas vigiado de Lisboa: mais de 50 utentes diferentes em 2 meses

Resultados do Programa de Consumo Vigiado de Lisboa

13 junho 2019
  |  Partilhar:
Mais de 50 utentes diferentes recorreram ao Programa de Consumo Vigiado de Lisboa nos primeiros dois meses do seu funcionamento, cerca de metade dos quais de forma regular, revelou à Lusa o gabinete do vereador dos Direitos Sociais.
 
A funcionar desde 23 de abril, de maneira gradual, o Programa de Consumo Vigiado em formato de unidade móvel começou por abranger a freguesia do Beato, e está agora a ser preparado o alargamento da intervenção a Arroios, acrescentou.
 
Além da unidade móvel, "dois programas fixos continuam o seu processo de implementação", não tendo sido revelada a localização futura dessas unidades fixas.
 
Este serviço é da responsabilidade das associações Médicos do Mundo e Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT), em cogestão, e conta na sua equipa com mediadores, enfermeira, psicóloga, técnica de serviço social e médica.
 
O programa desenvolve educação para a saúde, prestam-se cuidados primários de saúde, designadamente consulta de enfermagem, realizando-se testes rápidos do VIH, hepatites B e C, sífilis, assim como encaminhamento e acompanhamento para estruturas e serviços da área da saúde, social e de tratamento das dependências, após avaliação por enfermeiro e assistente social.
 
Além da distribuição de material de redução de riscos e minimização de danos, como seringas e preservativos, é disponibilizado um espaço para consumo vigiado e de material assético de injeção.
 
Os programas de consumo vigiado existem na legislação portuguesa desde 2001, sendo que em 2015 a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo realizou um diagnóstico no qual identificou a recomendação de criação de vários pequenos Programas de Consumo Vigiado na cidade de Lisboa, descentralizados, para complementar a rede de respostas já existente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar