Consumo de certos antibióticos pela grávida associado a defeitos congénitos

Estudo publicado nos “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”

04 dezembro 2009
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Tomar antibióticos durante a gravidez não aumenta o risco para a maioria dos defeitos congénitos, mas existem algumas excepções, revela um estudo publicado nos “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”.

 

A penicilina, que é o antibiótico de uso mais comum durante a gravidez, tal como a eritromicina, a cefalosporina e a quinolona, outros antibióticos muito prescritos, não foram associados a um maior risco para uns trinta defeitos congénitos diferentes.

 

O estudo verificou, contudo, que dois tipos de antibióticos estavam relacionados com um maior risco para vários defeitos congénitos. Trata-se das nitrofurantoínas e das sulfonamidas, fármacos prescritos para infecções do trato urinário.

 

As mulheres cujos filhos sofriam de anencefalia (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana), tinham três vezes mais probabilidades de terem tomado sulfonamidas, verificou o estudo.
 

As sulfonamidas também se relacionaram com um maior risco de múltiplos defeitos cardíacos.

 

As nitrofurantoínas também foram associadas a defeitos congénitos múltiplos, entre eles defeitos oculares e defeitos cardíacos congénitos graves. As mães cujos filhos nasceram com lábio leporino tinham duas vezes mais probabilidades de terem tomado nitrofurantoínas, revelou ainda o mesmo estudo.

 

A equipa liderada por Krista Crider, geneticista do National Center on Birth Defects and Developmental Disabilities, dos Centers for Disease Control and Prevention dos EUA, analisou dados de mais de 13 mil mulheres cujos bebés sofriam de um dos mais de trinta defeitos congénitos.

 

Os cientistas compararam o uso de antibiótico nestas mulheres, desde o mês anterior à concepção até ao final do primeiro trimestre, com quase 5 mil mulheres cujos filhos não sofreram defeitos congénitos. Os dados foram recolhidos do estudo nacional de prevenção dos defeitos congénitos, que começou em 1997 e que incluiu cerca de 30 mil pessoas de dez estados norte-americanos.

 

“A mensagem mais importante é que os antibióticos de uso mais comum não parecem estar associados aos defeitos congénitos que estudámos. Contudo, as mulheres grávidas não devem preocupar-se em excesso se necessitarem de um antibiótico para tratar uma infecção durante a gravidez”, enfatizou a autora do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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