Consumo de cannabis aumentou...

...mas heroína é a droga mais problemática

03 outubro 2004
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O uso de cannabis aumentou em Portugal no ano passado, designadamente entre os mais jovens e população escolar, mas a heroína continua a ser a principal droga com consumos problemáticos, apesar de uma diminuição da procura.Estas são conclusões do relatório anual de 2003 do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sobre a «Situação do País em Matéria de Droga e Toxicodependências», apresentado em Lisboa na semana passada.O presidente do IDT, Nuno Freitas, disse à Agência Lusa que publicação deste relatório foi deliberadamente antecipada em três meses, por forma a permitir que, no ano em que tem de ser revista a estratégia nacional de combate à droga e toxicodependência (Horizonte 2004), a discussão pública seja o mais informada possível.O novo responsável pelo IDT anunciou ainda que em 2005 será feito um novo grande inquérito nacional sobre as prevalências de consumo de droga entre a população portuguesa dos 15 aos 64 anos, à semelhança do que foi elaborado em 2001.O relatório do IDT, que espelha a situação do país em matéria de drogas e toxicodependências, sublinha que «o consumo de cannabis marca cada vez mais presença a nível de vários contextos», já que é a droga ilícita que se destaca com prevalências de consumo muito superiores às dos outros estupefacientes, «com tendência para o aumento da sua difusão, nomeadamente entres as populações escolares».«Embora com uma expressão bem mais reduzida que o consumo de cannabis, assiste-se a um maior consumo de outras substâncias, nomeadamente a nível das populações escolares, adquirindo particular relevo neste contexto a utilização de cocaína, ecstasy, de cogumelos alucinogéneos e de LSD», refere o relatório de 2003.O documento adianta que a heroína continua a ser a principal droga envolvida nos consumos problemáticos, a nível dos utentes que procuram tratamento e das mortes relacionadas com o consumo (overdoses), apesar de nos últimos anos vir progressivamente a diminuir a sua visibilidade no âmbito das mortes.Fonte: Lusa

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