Consumo de álcool em Portugal é dos mais altos da OCDE

Dados de relatório

13 maio 2015
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Em 2012, Portugal era o nono país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior consumo de álcool per capita, entre as 34 nações que compõem esta organização. No entanto, foi aquele que mais reduziu a quantidade consumida em 20 anos, segundo relatório divulgado através de notícia da agência Lusa.
 
Segundo os dados divulgados por um relatório da OCDE sobre o consumo nocivo de álcool e o seu impacto na saúde pública entre 1992 e 2012, ao qual a Lusa teve acesso, Portugal apresentou um consumo médio de cerca de 11 litros de bebidas alcoólicas per capita, enquanto a média da OCDE se situou nos 9,1 litros per capita.
 
O relatório avaliou ainda o consumo de álcool em seis países que não são membros da OCDE, nomeadamente a Rússia, a África do Sul, o Brasil, a Índia e a Indonésia, sendo que destes apenas a Rússia apresentou uma média superior à da OCDE.
 
O maior consumo de álcool per capita registou-se na Estónia, Áustria e França, com médias a rondar os 12 litros per capita.
 
O mesmo documento revela, contudo, que Portugal foi o quinto país que mais reduziu o consumo de álcool durante o período do estudo, registando uma redução superior a 20%.
 
Além de Portugal, Grécia, Eslovénia, França e Itália também viram o consumo reduzir, nestes casos em mais de 40%.
 
De acordo com o relatório, países produtores de vinho (como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, França, Hungria, República Eslovaca e Suíça) registaram um decréscimo de consumo per capita de bebidas alcoólicas em mais de 20% desde 1990.
 
Uma avaliação aos padrões do consumo de álcool, a partir de uma classificação que vai desde comportamento de baixo risco (1) a comportamento mais arriscado (5), coloca Portugal no nível mais baixo com comportamento de baixo risco (1).
 
Esta classificação baseia-se em comportamentos que podem indiciar consumo nocivo (grandes quantidades de álcool por ocasião, frequência do consumo de bebidas em festas ou ocasiões de consumo em que ocorre embriaguez) ou o consumo de álcool associado às refeições.
 
Em termos de tipos de bebidas alcoólicas mais consumidos em Portugal, em primeiro lugar surge o vinho, seguido da cerveja, tendo as bebidas espirituosas e outras apresentado um consumo baixo.
 
O relatório analisa ainda a relação entre consumo de álcool e classe social e conclui que em Portugal os homens com maior nível de educação apresentam menor probabilidade de apresentar episódios de forte consumo de álcool. Pelo contrário, as mulheres com maior educação revelaram ser aquelas com maior risco de apresentarem esse tipo de consumo. 
 
Em termos de estatuto socioeconómico, os homens portugueses de baixo estatuto apresentaram mais episódios de forte consumo, enquanto as mulheres com este tipo de comportamento se situam em estratos socioeconómicos mais elevados.
 
No entanto, estes episódios de consumo mais elevado situaram-se abaixo dos 5% tanto no caso de homens como de mulheres portuguesas de todos os níveis educacionais e socioeconómicos nos últimos 12 meses em análise.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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