Consumo de água com cloro pelas grávidas aumenta risco de malformações no bebé

Estudo publicado no "Journal of Environmental Health"

04 junho 2008
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De acordo com investigadores da University of Birmingham, na Grã-Bretanha, a exposição pré-natal aos derivados do cloro, conhecidos como trialometanos e que se formam no contacto com a água, pode dobrar o risco de malformações nos bebés. O estudo será publicado na edição de Junho da revista científica "Journal of Environmental Health".
 

 

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram 400 mil crianças chinesas (de Taiwan) e compararam o nível de exposição aos derivados do cloro com a presença de 11 das malformações mais comuns. Segundo o estudo, a exposição a 20 microgramas de trialometano por litro de água provocou um aumento de 50 a 100% de três malformações consideradas comuns: lábio leporino, anencefalia (malformação craniana ou do encéfalo causada por alterações na formação do tubo neural) e defeito do septo ventricular (anomalia cardíaca caracterizada por uma abertura anormal na parede que separa os ventrículos direito e esquerdo).
 

 

Apesar de terem analisado água com diferentes concentrações de cloro (alta, média e baixa), os cientistas não encontraram nenhuma relação entre o nível de exposição e a prevalência de um defeito específico. “Os mecanismos biológicos que levam os derivados do cloro a causarem defeitos nos bebés ainda são desconhecidos", explica Jouni Jaakkola, principal autor do estudo, acrescentando que, “no entanto, as descobertas reforçam a teoria de que o consumo de água com cloro pela grávida pode causar defeitos no bebé, devido à exposição aos derivados do cloro”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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