Consumo de adoçante sem ligação a aumento de certos tumores

Estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention”

14 setembro 2009
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A ingestão de adoçantes artificiais – como sacarina e aspartame - não foi associada a um maior risco de desenvolvimento de tumores. Um estudo italiano, publicado na revista “Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention”, acompanhou três mil voluntários com o objectivo de avaliar o perfil de segurança do consumo de adoçantes.

 

Foram avaliadas as probabilidades de desenvolvimento de cancro nos três mil voluntários. O risco de desenvolver tumores foi comparado entre consumidores e não consumidores de adoçantes artificiais.

 

O estudo, liderado por Cristina Bosetti do Instituto"Mario Negri", em Milão, realizado entre 1991 e 2004, diz não ter encontrado provas científicas que sustentem uma ligação entre o consumo de adoçantes e um maior risco de cancro do estômago, do pâncreas e do endométrio.

 

Os resultados deste estudo recente vêm ao encontro dos dados obtidos por uma investigação realizada em 2006 pelo National Cancer Institute dos EUA, a qual, ao analisar o consumo de adoçante em 285.079 homens e 188.905 mulheres, com idades entre os 50 e os 69 anos, indicou não ter encontrado nenhuma ligação significativa entre o consumo de aspartame e leucemia, linfomas ou tumores cerebrais.

 

Contudo, um estudo realizado pelo European Ramazzini Foundation, publicado no “Environmental Health Perspectives” em 2007 diz ter encontrado uma relação entre o consumo de aspartame em ratinhos e um maior risco de desenvolvimento de leucemia, linfomas e cancro da mama.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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