Consultas pediátricas: falha aumenta risco de hospitalização

Estudo publicado na revista “American Journal of Managed Care”

28 maio 2013
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As crianças pequenas que perdem mais de metade das consultas pediátricas recomendadas apresentam um risco quase duas vezes maior de serem hospitalizadas, comparativamente com aquelas que comparecem na maioria das consultas e acompanhamento. O estudo publicado na revista “American Journal of Managed Care” também refere que este risco é ainda maior para as crianças com doenças crónicas.
 

Para este estudo os investigadores do Kaiser Permanente Center for Health Research, nos EUA, contaram com a participação de 20.065 crianças, as quais foram acompanhadas desde o momento do nascimento até aos três anos e meio ou até à sua primeira hospitalização.
 

Durante o estudo foram recomendadas nove consultas desde o momento do nascimento até as crianças perfazerem os três anos e meio, devendo estas terem início entre os três e cinco dias de vida e continuar ao um, dois, quatro, seis, dez e quinze meses de idade, ao dois e três anos e meio.
 

A maioria das crianças, 76%, foi a pelo menos três quartos das consultas recomendadas. No total, quatro por cento das crianças e nove por cento das crianças com doenças crónicas foram hospitalizadas. A principal razão da hospitalização dos dois grupos foi pneumonia e asma.
 

O estudo apurou que as crianças que falharam mais de metade das consultas apresentaram um risco 1,4  a 2 vezes maior  de serem hospitalizadas, comparativamente com aqueles que foram à maioria das consultas. As crianças com condições crónicas que falharam mais de metade das consultas apresentaram um risco 1,9 a 3,2 vezes maior  de serem hospitalizadas, comparativamente com aqueles que foram à maioria das consultas.
 

“As consultas pediátricas são importantes, pois são nestas consultas que as crianças recebem as imunizações. É nestas ocasiões que os médicos identificam os problemas de saúde e ajudam a controlar esses problemas de modo a diminuir o risco de hospitalização das crianças”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jeffrey Tom.
 

“O cuidado preventivo regular das crianças com necessidades especiais e condições crónicas é ainda mais importante, dado o risco de possíveis complicações dessas condições”, acrescentou o coautor do estudo David C. Grossman.
 

Contudo, os autores do estudo admitem que este estudo não prova que as ausências das consultas aumentam o risco de hospitalização, mas mostra que há uma associação importante entre estes dois fatores, pois estas consultas têm um carater preventivo. Uma outra explicação poderá estar relacionada com o facto, de os pais das crianças que falham a estas consultas estarem menos preparados para gerir a saúde dos filhos e a seguir regimes terapêuticos, o que poderá resultar em taxas elevadas de hospitalização das crianças.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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