Consultas nos centros de saúde diminuíram em 2017

Dados do Retrato da Saúde 2018

11 abril 2018
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O número de consultas nos centros de saúde diminuiu em 2017, apesar de ser o ano em que se atingiu a maior percentagem de portugueses com médico de família, apurou a agência Lusa.
 
Os dados são do Retrato da Saúde 2018, um documento elaborado pelo ministério, e mostra que no ano passado, houve 30.665.000 consultas médicas nos cuidados de saúde primários, quando em 2016 se tinham ultrapassado os 31 milhões.
 
Ainda assim, em 2016 e em 2017 o número de consultas foi sempre superior aos dos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015.
 
Quanto aos utentes com médico de família, no ano passado, 92,7% dos portugueses já tinham médico atribuído, o valor mais alto de sempre.
 
Quanto às consultas hospitalares, o número de primeiras consultas teve uma ligeira redução entre 2016 e 2017, mas as consultas subsequentes aumentaram, atingindo o valor mais elevado desde 2010.
 
O documento refere ainda que as primeiras consultas hospitalares com origem nos centros de saúde passaram de 20% em 2010 para 34,4% no final de outubro de 2017.
 
O Ministério da Saúde considera que estes resultados estão também relacionados com o sistema de livre acesso no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que a partir de 2016 veio permitir que o utente em conjunto com o seu médico de família possa escolher ser seguido em qualquer hospital.
 
“Constata-se que 10,8% dos utentes a nível nacional optaram por hospitais que estavam, até agora, fora da rede de referenciação”, indica o Retrato da Saúde.
 
Ao nível das cirurgias, o documento salienta que 63% das operações são realizadas em ambulatório, não exigindo internamento e permitindo que o doente tenha alta até 24 horas após a intervenção.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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