Consultas no centro de saúde: espera é superior a um mês

Dados apresentados pela DECO

27 maio 2014
  |  Partilhar:

Três em cada 10 portugueses inquiridos esperam mais de um mês pela consulta com o médico de família, dá conta um estudo realizado pela associação de defesa do consumidor Deco.
 

No final do ano passado a Deco realizou 3.556 questionários sobre os cuidados de saúde primários a uma amostra da população adulta em Portugal, estratificada por sexo, grupos etários e região. Foram realizados inquéritos semelhantes foram realizados em Espanha e em Itália.
 

A notícia avançada pela Lusa refere que de acordo com os dados recolhidos, após a marcação de uma consulta, três em cada 10 portugueses esperam pelo menos um mês pelo encontro com o médico de família. Em Espanha e em Itália, nove em cada 10 doentes conseguem resposta no prazo de uma semana.
 

Em Portugal, a região Centro é a que obteve melhor classificação, com quase metade dos inquiridos a indicar que obtém consulta na primeira semana.
A região Norte é a que surge com maiores dificuldades, com 37% dos doentes a dizerem que esperam pelo menos um mês. Segue-se o Algarve (com 35%), Lisboa e Vale do Tejo (31%), Alentejo (28%) e o Centro (com 17%).
 

“A situação é idêntica à que detetámos em 2009, aquando do nosso último estudo”, refere a associação de defesa do consumidor.
 

A Deco considera que o nível de satisfação dos consumidores com os cuidados de saúde primários tem vindo a aumentar nos últimos anos, mas frisa que o tempo de espera pelas consultas e o número de utentes sem médico de família “teimam em não descer”.
 

O estudo apurou também que há um em cada 10 utentes sem médico de família, sendo este problema mais grave no Algarve e em Lisboa.
 

Mesmo sem médico de família, a maioria dos inquiridos recorreu a serviços de saúde pelo menos quatro vezes no ano anterior ao questionário, com o setor público a ser o mais frequentado, sobretudo em consultas de medicina geral, serviços de enfermagem ou vacinas. Os privados ganham em especialidades como a estomatologia e a dermatologia.
 

Numa análise ao recurso às novas tecnologias para marcação de consultas, a Deco conclui que há um crescimento, mas ainda longe de ser universal: apenas 10% dos inquiridos marcam consultas por correio eletrónico (e-mail) e 22% através da Internet.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.