Consórcio da Universidade de Lisboa ambiciona inovar a saúde

O Lisbon Living+ junta mundo académico, empresas e setor social

22 fevereiro 2017
  |  Partilhar:
A Universidade de Lisboa criou um consórcio denominado Lisbon Living+, em que junta vários setores com o objetivo de inovação da saúde, noticiou a agência Lusa. 
 
Segundo apurou a Lusa, a inteligência artificial ao serviço da medicina ou o turismo de saúde são algumas das áreas alvo deste consórcio. O pró-reitor da Universidade de Lisboa, Rogério Gaspar afirmou que o objetivo do consórcio, que junta mundo académico, empresas, e setor social, é pensar em projetos "não a meses ou mesmo a um ou dois anos, mas a uma década".
 
Lisbon Living+, começou a ser desenvolvido em 2013 e esteve até agora "na fase de construção". Pretende-se também encaminhar os parceiros para os financiamentos europeus em disputa do Horizonte 2020. 
 
Um dos setores em que o consórcio pode produzir resultados é nos serviços de processamento de dados em grande volume (Big Data) e medicina personalizada, que pode empregar técnicas semelhantes à inteligência artificial para ajudar os médicos no processo de decisão.
 
Por exemplo, um projeto da empresa IBM chamado "Watson" consegue ler centenas de milhares de relatórios clínicos de doentes e juntar milhares de artigos, conseguindo Big Data que se caracterizam pelo "volume, variedade, velocidade e verdade".
 
No domínio da oncologia, é "uma ajuda para o clínico decidir pelo melhor cuidado" para o doente, referiu.
 
O projeto da IBM está já em Portugal, mas na vertente das "cidades inteligentes" com experiências piloto em Tomar e Évora.
 
Outro dos projetos que germinou com a rede de parcerias estabelecida pelo Lisbon Living+, chamado Altur, destina-se a promover o turismo sénior e o turismo de saúde, divulgando práticas médicas inovadoras em Lisboa.
 
Os benefícios surgem de duas maneiras, referiu Rogério Gaspar, indicando que a tecnologia nova é sempre providenciada pelo Serviço Nacional de Saúde e que "vai sempre primeiro para cidadãos nacionais," mas que, simultaneamente, pode ser ainda mais rentabilizada apelando ao turismo de saúde, em que estrangeiros procuram Portugal para se tratar.
 
No futuro, encaminha-se a criação de centros de excelência em medicina de precisão e regenerativa, um investimento de 60 milhões de euros, em Lisboa, Aveiro e no Minho.
 
"Este é um trabalho que nunca estará terminado", reconheceu Rogério Gaspar
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Image CAPTCHA
Enter the characters shown in the image.