Consequências da variante humana da doença das vacas loucas

Peritos reviram em baixa o possível número de mortes pela doença

01 março 2003
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Cientistas britânicos reviram em baixa as previsões de mortes em consequência da forma humana da doença das vacas loucas, admitindo, no entanto, persistirem incertezas sobre a questão.
 

 

Estimativas anteriores situavam entre algumas centenas até milhares o número de pessoas que poderia eventualmente contrair a fatal patologia neurodegenerativa, também conhecida por doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD).
 

 

Uma nova investigação publicada pela Royal Society, a academia britânica das ciências, situa o número dos novos possíveis doentes entre um mínimo de dez e um máximo de sete mil até ao ano de 2080.
 

 

Parte da razão para que a estimativa tenha sido revista em baixa está relacionada com o facto de não se terem desenhado cenários piores anteriormente, o que forçou alterações nos cálculos.
 

 

No entanto, persiste ainda incerteza sobre o percurso provável da epidemia, disse James Ironside, director da Unidade britânica para a vigilância da Creutzfeldt-Jakob.
 

 

Desde que surgiu em Inglaterra em 1996, os cientistas têm trabalhado na previsão do número de pessoas que poderão contrair a doença e quando ficarão doentes, nomeadamente porque houve até agora um registo inferior a 150 casos e o período de incubação é desconhecido. No entanto, os cientistas acreditam que este poderá ser superior a 30 anos.
 

 

Até à data, a CJD matou 132 pessoas, 122 das quais na Grã- Bretanha. Três casos mortais, na Irlanda, Canadá e Estados Unidos, vitimaram pessoas que viveram ou visitaram o Reino Unido no período de maior incidência da epidemia. As restantes sete vítimas mortais da doença, seis em França e uma em Itália, não passaram pelo Reino Unido.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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