Conseguimos adiar a morte?

Estudo destrói crença que pacientes passariam as Festas para morrer depois

27 dezembro 2004
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Apesar da crença de muitos profissionais de saúde e familiares, os doentes terminais não esperam pela passagem de datas festivas (como o Natal e Ano Novo) para morrer.  Um estudo norte-americano realizado com pacientes com cancro vem acabar com esta convicção assente na experiência dos profissionais de saúde, bem como de situações vividas pelos familiares dos doentes. O investigador Donn Young, da Ohio State University, realizou um estudo baseado no obituário de 300 mil pessoas que morreram de cancro, entre 1989 e 2000. Segundo a revista «Nature», o cientista chegou à conclusão que não há qualquer relação entre mortes e datas festivas. Young acredita que esse mito está ligado à memória selectiva. «Histórias sobre pessoas que morreram logo depois do Natal são mais marcantes do que aquelas que acontecem a meio do ano», afirmou o especialista à Nature. O estudo, no entanto, não rejeita que algumas pessoas possam conseguir _de maneira não explicada _ adiar a morte para uma ocasião mais «conveniente», diz a «Nature». David Phillips, sociólogo da Universidade da Califórnia, afirma que em um por cento dos casos os pacientes conseguem fazer isso. Para o especialista, no entanto, essa prova fica mais clara com pessoas que sofrem de doenças crónicas do coração, e não de cancro.  Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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